quinta-feira, 3 de março de 2016

Copom mantém taxa Selic estável em 14,25% ao ano

Enquanto alguns estão preocupado com uma dezena de bilhões que foram desviados da Petrobras em uma década. O BC comanda este mesmo roubo, mas no período de um mês. Recessão brutal e esses caras mantém os juros nas alturas. Não é a toa que os bancos estão levando mais ainda nesse crise.
http://jornalggn.com.br/noticia/copom-mantem-taxa-selic-estavel-em-1425-ao-ano
Taxa Selic segue sem mudanças desde o fim de julho de 2015
Jornal GGN - O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros estável em 14,25% pela quinta reunião consecutiva por seis votos a dois, em decisão já esperada pelos analistas do mercado financeiro.
“​Avaliando o cenário macroeconômico, as perspectivas para a inflação e o atual balanço de riscos, e considerando as incertezas domésticas e, principalmente, externas, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 14,25% a.a., sem viés, por seis votos a favor e dois votos pela elevação da taxa Selic em 0,50 p.p”, diz a autoridade monetária, em comunicado divulgado logo após a reunião.  Votaram pela manutenção da taxa Selic em 14,25% ao ano Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Luiz Edson Feltrim e Otávio Ribeiro Damaso. Votaram pela elevação da taxa Selic para 14,75% os seguintes integrantes: Sidnei Corrêa Marques e Tony Volpon.
Os juros básicos estão nesse nível desde o fim de julho do ano passado. Com a decisão do Copom, a taxa se mantém no mesmo percentual de outubro de 2006.
Em termos reais, o Brasil segue na liderança do ranking como o melhor pagador de juros reais do mundo, segundo levantamento elaborado pela consultoria Moneyou em parceria com a Infinity Asset Management. Descontando-se a inflação projetada para os próximos 12 meses (estimativa), a taxa brasileira chega a 6,79%.
Em entrevista ao Jornal GGN, a economista do banco Santander no Brasil, Tatiana Pinheiro, explica que o comunicado divulgado é praticamente o mesmo da última reunião. “Houve uma leve alteração, o BC mudou o comunicado mantendo apenas a questão da incerteza doméstica e principalmente externa”.
Ela explica que a retirada da elevação das incertezas é apenas “uma questão temporal”, uma vez que na reunião de janeiro não se ressaltava tanto a questão quanto ao crescimento doméstico e as incertezas, e agora tais temas são mais relevantes. E, apesar do dissenso na votação, a expectativa é que a autoridade monetária dê início ao processo de corte da Selic no segundo semestre.
“Esperamos a redução da Selic. Temos esse call (indicativo) desde o ano passado, e o próximo passo seria de afrouxamento monetário. Mas vemos esse afrouxamento ocorrendo no segundo semestre, aonde o movimento de queda da inflação vai ser mais claro e também onde a sensação de recessão econômica estará mais latente”, explica Tatiana. “Esses fatores vão abrir uma janela de oportunidade para o corte dos juros. Vemos estabilidade na próxima reunião em 14,25%, e acreditamos que se encaminha para um consenso de decisão”.
A próxima reunião do Copom está programada para abril e, segundo as expectativas do banco Santander, a inflação deve ter entrado em trajetória de queda. “Já termos divulgados os dados de inflação de março, que deve ficar abaixo da média de janeiro – na casa de 1,20%, envolvendo o IPCA-15 de janeiro e o IPCA-15 de fevereiro – e, em março, o índice de preços deve ficar na casa de 0,60%. Essa informação já vai ter sido divulgada na reunião de abril, e os dados de desaceleração econômica devem fazer com que se consiga unanimidade pela manutenção”.
Para o ano de 2016, a expectativa do banco é de um ciclo pequeno de ajustes, com a taxa Selic fechando o período em 13%. “(O Banco Central) começa o afrouxamento lentamente, testando o processo de desinflação em si (...) O BC vai testar para fazer adequação do juro real, dado que você estará em ambiente recessivo não tem porque manter juro real no patamar dos atuais 8%. Em torno de 7% seria mais adequado, mas com um ajuste lento e sempre vendo a expetativa de inflação”, explica Tatiana.

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