segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Para Alckmin, só economia já resolve o problema da crise hídrica

http://jornalggn.com.br/noticia/para-alckmin-so-economia-ja-resolve-o-problema-da-crise-hidrica

Jornal GGN - O governador Geraldo Alckmin continua ignorando o óbvio: a crise hídrica está instalada no estado de São Paulo. Ele afirmou, durante evento na zona leste paulista, que enviou propostas à presidente Dilma para melhorar "a situação doa bastecimento de água em São Paulo". Repetiu ainda que não irá ter racionamento de água, bastando que o cidadão faça economia. Leia matéria do Estadão.
do Estadão
JERUSA RODRIGUES - O ESTADO DE S. PAULO
Tucano afirma que rodízio seria 'erro do ponto de vista técnico'; fala ocorreu no dia em que o nível do Sistema Cantareira caiu, mesmo após chuva
SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse, durante evento de entrega de casas do CDHU, realizado neste sábado, 1.º, no bairro do Belém, na zona leste paulistana, que enviou na quinta-feira, 30, propostas para a presidente Dilma Rousseff para melhorar a situação do abastecimento de água em São Paulo. O governador repetiu que não há perspectiva de racionamento de água em São Paulo, mesmo com a declinante taxa de reserva de água no Sistema Cantareira, que, apesar da chuva perdeu volume nos últimos dois dias.
"Não tem nenhuma expectativa de haver racionamento, é um erro do ponto de vista técnico", afirmou o tucano. Ele também falou sobre propostas ao governo federal, em torno desse assunto. "Nestas que enviei serão três os benefícios, primeiro, para obter recursos do Tesouro, do PAC; segundo, para conseguir financiamento; e, terceiro, para discutir essa engenharia legal, pois estamos falando de questões que envolvem os Estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, e é perfeitamente possível compatibilizar e garantir o abastecimento dos três."
Alckmin não quis detalhar quais e quantas propostas foram feitas, mas acrescentou estar otimista.
Protesto e bônus. Questionado sobre as reclamações de parte da população sobre a cor e o gosto de barro da água fornecida pela Sabesp, disse que já pediu explicações para a presidente da Sabesp, Dilma Pena, e que acredita se tratar de uma questão localizada. Um protesto organizado pelas redes sociais para a tarde deste sábado, batizado de "Alckmin, cadê a água?", atraiu 17 mil interessados paraa página do evento no Facebook.
A partir deste sábado, foi ampliado o bônus para quem reduzir o consumo de água. Antes, o desconto de 30%, iniciado em fevereiro, valia apenas para quem economizava a partir de 20% ou mais. Agora serão três faixas de desconto, de 10 a 15%, que terá redução de 10% a pagar; de 15% a 20%, com desconto de 20%; e se economizar de 20% a 30%, o bônus será de 30%.
Alckmin disse ainda que o governo de São Paulo foi o único a estimular a população a evitar o desperdício de água. "E a população respondeu a isso, reduzindo em quase 80% o consumo."
O governador acrescentou que, se as chuvas voltarem, não será preciso usar a terceira reserva técnica, com 600 milhões de m³.
Sobre o uso de água da represa de Paraíba do Sul, o governador explicou que a Sabesp não está usando a água da represa, mas defendeu que é preciso priorizar o abastecimento humano. "Não temos divergências com o Rio de Janeiro, mas temos de garantir o abastecimento de São Paulo e do Rio." E enfatizou a estratégia do governo de substituir a captação de água do Sistema Cantareira de 33 m³ para 18m³, captando água de outros reservatórios. Como solução para a crise, defendeu o aumento do número de reservatórios e disse que o governo já está construindo o oitavo sistema - o de São Lourenço. "As outras medidas para superar a crise são diminuir o desperdício e aumentar a utilização da água de reuso."

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