quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Breves considerações sobre IR e a distribuição de renda no Brasil

http://jornalggn.com.br/blog/brasil-debate/breves-consideracoes-sobre-ir-e-a-distribuicao-de-renda-no-brasil
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Brasil Debate


 Carlos Eduardo Fernandez da Silveira | Do Brasil Debate  
Confesso uma certa surpresa. Eu concebia, teoricamente, que os dados de distribuição de renda disponíveis no Brasil introduziam um viés. Baseados numa pesquisa domiciliar e declaratória – a Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD), eles traziam a seguinte distorção, não fundamentada em precisos dados estatísticos, mas na mera intuição lapidada pela experiência: os mais ricos não atendem os pesquisadores e quando atendem subestimam a renda declarada. Então, a pesquisa concluía que a desconcentração, limitada embora, da renda ocorrida no Brasil no período Lula e parte de Dilma e capturada pela PNAD era, na verdade, ainda menor, porque não alcançava o que havia ocorrido de fato nas camadas mais superiores do espectro da renda familiar ou pessoal.
Entretanto, jamais imaginei o grau em que isso ocorria. Recentes dados divulgados em matérias do Valor Econômico, a partir de informações fornecidas por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) que tiveram acesso aos dados da Receita Federal, indicam que o processo de melhoria dos de baixo não se deu às custas dos de cima, ao menos quanto aos efeitos distributivos do imposto de renda.
Na verdade os “super-ricos” (como denominam os pesquisadores os que ganham mais de 160 SMs, R$ 162 mil/mês) só têm visto sua situação melhorar. O gráfico 1 mostra que enquanto o PIB cresceu 19% entre 2007 e 2013, a renda dos “super ricos”(0,3 % dos declarantes) subiu 39 %.
E, na mesma direção das pesquisas de Piketty, que observara os resultados para os Estados Unidos e Europa, o crescimento ainda maior da riqueza que da renda, o patrimônio dessa turma de poucos brasileiros cresceu ainda mais: 56 %.
  
O Brasil não escapou dos ventos do capitalismo internacional que vem assistindo desde a virada dos 1980 a um intenso processo de concentração nos extremos superiores de renda e riqueza. O Brasil não escapou, afinal, da mesma sina, como se nadasse contra a correnteza mas fosse afinal arrastado por ela.
O nado – o Bolsa Família, que distribuiu renda para os de baixo, os aumentos reais do salário mínimo, as políticas educacionais e de saúde – foi vigoroso, mas insuficiente diante da correnteza promovida pela predominância da lógica e estrutura da Finança e da política econômica que a ela se interliga – a política macro de juros altos e câmbio apreciado e a política fiscal que manteve a iniquidade tributária que vai além da regressividade do IRPF, mas abrange a carga tributária como um todo (gráfico 3).
Na verdade, o Brasil  pratica uma iniquidade tributária absurda. Para dar um exemplo, na Austrália, o cidadão que receba lá o equivalente a 10 salários mínimos (daqui) pagaria lá 19 % de seus rendimentos em imposto de renda. Aquele que recebe 60 SMs (daqui) pagaria 57 %.
No Brasil, o contribuinte que mais paga, situado na faixa entre 20 e 40 SMs é  tributado em menos de 12 % de seus rendimentos. Esse é o ponto máximo de contribuição, decrescendo daí por diante (gráfico 2). E os “super ricos”, os que estão entre os 0,3 % dos declarantes, atingem a marca de 6,5% apenas.
  
Esses dados, só agora autorizados pela Receita Federal ainda precários e parciais, evidenciam a necessidade de mudanças profundas na forma de tratamento da questão tributária no Brasil para que a questão distributiva ganhe fôlego maior. Os “happy fews” continuam, para persistir na analogia aquática, a nadar de braçada.
Fica claro que mexer na distribuição de renda exige ir além das políticas compensatórias. Há que se tocar no centro nevrálgico das decisões econômicas. Esse processo de concentração de renda à medida do desenvolvimento capitalista rebate a velha lei que lá nos idos do século 19 Marx anunciou como um processo de concentração e centralização do capital inerente a esse sistema.
Os dados até agora dados a público pelo jornal Valor Econômico, que servidores públicos do IPEA vazaram, inclusive sob a forma de artigo, antes de publicá-los, como creio que deveriam tê-lo feito institucionalmente, em sua inteireza analítica e factual, não nos permitem avançar ainda mais nessa seara que, ademais, requer entrar em complicada discussão teórica, exposta, por exemplo, na crítica que Varoufakis (2014) faz a Piketty (2014) sobre a confusão entre os conceitos de riqueza e capital, dentre outras.
   
É inadmissível, política, social e economicamente, que essa discussão não tenha ganhado intensidade até agora. Esforços realizados no IPEA no passado ficaram restritos até agora a relativamente poucos trabalhos e quase nenhum debate público. E a discussão permaneceu muito restrita.
Ela não conquistou ainda os corações e mentes, já não diria da mídia, uma vez que seus proprietários pertencem aos “happy few”, e pouco interesse teriam, assim como os que, em última instância, lhe fazem ser a(s) voz(es) do dono, mas nem mesmo no PT e no governo federal. E tampouco no meio acadêmico isso tem sido tratado com a devida atenção. Ela está ausente, por exemplo, de qualquer discussão sobre o ajuste fiscal, inclusive na versão Renan vinda agora a público.
A importância do tema é central para as discussões sobre o futuro do país e da correção da injustiça que acorrenta a iniquidade histórica da separação social ao futuro. O lastros desse passado sobrevivem nas entranhas da sociedade, na diferenciação social e na discriminação econômica ainda hoje observados, herdados do sistema escravocrata e sua divisão entre escravos, homens livres/agregados e senhores.
Os “anos dourados” vividos nos Estados Unidos e na Europa mostraram que a possibilidade de juntar crescimento com redução da desigualdade existe. Houve viabilidade histórica. Esse potencial tem se esvaído nos anos posteriores ao reaganismo/tatcherismo, lá pelos idos dos 80 e acentuou-se após a crise de 2008. Sua reversão depende da capacidade política e social em gerar ações contrarrestantes, o que não tem sido fácil.
Mas, enfim, é a luta!
  Referências bibliográficas: Piketty, T. (2014). Capital in the Twenty-First Century, Cambridge, MA: Belknap Press. Varoufakis, Y. (2014) Egalitarianism’s latest foe: a critical review of Thomas Piketty’s Capital in the Twenty-Frist Century, In Real World Economic Review, 69, oct.2014. IPEA (2009). Receita pública: quem gasta e como se paga no Brasil. Comunicado 22. IPEA.Brasília.

Plano do governo pretende obter R$ 15 bi de empresas da Lava Jato

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Jornal GGN - Decreto presidencial preparado pelo Ministério da Fazenda pretende permitiir que empresas envolvidas na Operação Lava Jato indenizem a Petrobras e paguem multas para União por danos causados pelo esquema de corrupção. Em contrapartida, a estatal estaria liberada para pagar o que deve pelos contratos em andamento com essas empresas. As investigações da Lava Jato paralisaram a execução desses projetos, impedindo que as empresas recebessem pelos serviços.
A expectativa da equipe econômica do governo é de receber R$ 15 bilhões em indenizações e multas. Há alguns meses, o governo tenta achar uma saída para evitar que a falência das empresas envolvidas, o que prejudicaria o setor da construção civil e também a Petrobras.
Da Folha
O Ministério da Fazenda preparou decreto presidencial para permitir que as empreiteiras da Lava Jato paguem indenizações à Petrobras e multas à União pelos danos causados em razão do esquema de corrupção na estatal.
Em troca, a Petrobras ficaria livre para pagar o que deve a essas empresas pelos contratos já fechados ou em andamento. Isso porque a apuração da Lava Jato acabou paralisando a execução desses projetos, impedindo, assim, que as investigadas recebessem pelos serviços prestados.
A equipe econômica espera receber R$ 15 bilhões em indenizações e multas. Pelo decreto, ainda em fase de negociação, essas empreiteiras só ficarão novamente bloqueadas de receber da Petrobras e de contratar com o governo caso sejam declaradas inidôneas pela Justiça.
O governo federal tentava, havia meses, uma solução para evitar que as construtoras envolvidas no escândalo quebrassem, prejudicando a Petrobras e impactando os níveis de emprego no setor de construção civil.
O decreto, porém, não prevê o salvamento dessas empresas. Por meio dele, o Executivo federal aceita como pagamento ativos bons dessas empresas (empreendimentos ou subsidiárias), que serão futuramente leiloados ao mercado.
EXEMPLO
A UTC, por exemplo, poderia dar sua participação no aeroporto de Viracopos. A Odebrecht, sua participação em empresas eólicas ou na usina hidrelétrica de Santo Antônio.
O governo, por outro lado, não aceitará ações do bloco de controle. Portanto, não se tornará sócia de empresas acusadas de cometer crime.
As empreiteiras interessadas terão de contratar uma instituição financeira independente para avaliar seus ativos. Depois de feita a avaliação, o governo terá a prerrogativa de escolher quais ativos lhe convém.
As empresas que não se apresentarem para a negociação com a União serão chamadas para pagar a conta. Nesse caso, o pagamento teria de ser em dinheiro.
Para ter efeito, o Ministério Público deverá chancelar esses acordos. Uma vez fechado, a empresa não poderá mais ser cobrada por nenhum outro órgão federal.
Isso não impede, contudo, que a União abra um processo de inidoneidade e os executivos continuem respondendo processo por seus atos.
A previsão era que o decreto fosse anunciado nesta semana, mas ainda falta fechar os detalhes da medida com a Petrobras e o Ministério Público Federal. Depois que o decreto entrar em vigor, a AGU (Advocacia-Geral da União) deverá regulamentar por meio de uma portaria como será o leilão desses ativos.
Como a Folha antecipara em março, esse projeto partiu de um grupo de advogados de São Paulo liderados por Walfrido Warde Junior.

Auditoria do TCU investiga gestão de fundo de pensão dos Correios

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Jornal GGN -  Aberta pelo Tribunal de Contas da União, um auditoria irá investigar a gestão do Postalis, fundo de pensão dos Correios, e apurar as causas de um rombo de R$ 5,6 bilhões. O TCU colocou também a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), responsável por fiscalizar o setor, como alvo da auditoria, para saber por que ela não intercedeu antes para prevenir o déficit.
Associações de trabalhadores acusam a diretoria da Postalis de má administração dos recursos. Termo de ajustamento de conduta entre a Previc, Postalis e os Correios deu mais um ano para que uma solução seja encontrada antes de descontar na folha dos trabalhadores.
Do Valor
 
O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma auditoria para investigar a gestão do Postalis, fundo de pensão dos Correios, e apurar as causas do rombo de R$ 5,6 bilhões. A ideia é fazer uma varredura nas contas do fundo. O tribunal também colocou a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), responsável pela fiscalização do setor, como alvo da auditoria e quer saber por que ela não atuou antes para evitar o déficit.
 
As investigações foram abertas a pedido da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados e da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização do Senado e têm prazo de 180 dias. Por se tratar de uma solicitação direta do Congresso Nacional, ganham prioridade regimental e passam na frente de outras auditorias.
 

A lição chinesa que o Brasil precisa aprender (para lidar com a própria China)

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Apesar de os laços diplomáticos terem sido reatados em 1974, após o rompimento durante a Guerra Fria, Brasil e China só se aproximaram de fato a partir dos anos 1990. Foi nesta década que a economia chinesa começou a apresentar um dinamismo excepcional e o país se lançou na busca por novos mercados, capitais, tecnologias, recursos energéticos, commodities. O Brasil não poderia ignorar essa ascensão e os negócios entre ambos se avolumaram, a ponto de, em 2009, a China se tornar o principal parceiro comercial brasileiro, destronando os EUA.
Em 2014, o fluxo de importações e exportações entre China e Brasil atingiu nada menos que US$ 77,9 bilhões (com superávit brasileiro de US$ 3,3 bilhões). Porém, o grande marco nas relações bilaterais ocorreu em maio deste ano: a presidente Dilma Rousseff e o primeiro-ministro chinês Li Keqiang assinaram o Plano de Ação Conjunta de 2015 a 2021 envolvendo 35 acordos de cooperação, com investimentos de mais de US$ 53 bilhões.
Os acordos contemplam áreas de infraestrutura, energia, transportes, ciência e tecnologia, comércio, planejamento estratégico, agricultura, mineração, entre outras. Um dos principais diz respeito a estudos de viabilidade para a construção de uma ferrovia que ligará a região Centro-Oeste ao Pacífico, atravessando o Peru – o chamado Projeto Ferroviário Transcontinental. O objetivo é facilitar o escoamento de produtos brasileiros para a China.
Outros acertos referem-se a grandes empresas brasileiras, como a Petrobras, objeto de dois acordos-quadros para financiamento de projetos no total de US$ 7 bilhões, que vêm se somar a um contrato recente com o Banco de Desenvolvimento da China (CDB) de US$ 3,5 bilhões e outro mais antigo, de 2009, no valor de US$ 10 bilhões.
Dilma ainda anunciou um fundo de US$ 50 bilhões da Caixa Econômica Federal e do Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) para investir em infraestrutura no Brasil.
São números, como se vê, estratosféricos. Pode-se dizer que exemplificam a avidez com que a China, que se tornou a segunda maior economia do mundo – uma superpotência econômico-financeira e militar –, avança sobre todos os continentes em busca de novos negócios. Para alguns setores de países “escaldados” com o apetite de parceiros poderosos, como é o caso do Brasil e dos vizinhos latino-americanos, tal ímpeto pode soar ameaçador.
Em O “efeito China” e alguns dos principais desafios para o desenvolvimento brasileiro (capítulo 3 do Vol. I da publicação Dimensões Estratégicas do Desenvolvimento Brasileiro, que pode ser acessado na íntegra, no site do Centro de Altos Estudos Brasil Século XXI), José Carlos Braga, Giuliano Contento de Oliveira e Paulo José Whitaker Wolf analisam as transformações estruturais significativas na economia mundial – Brasil incluído – provocadas pela aceleração da economia chinesa. Por exemplo, a alta nos preços das commodities e a redução dos preços dos produtos manufaturados nos mercados internacionais – causador do fenômeno da “mundialização do consumo de massas”.
Os autores mostram que, no caso da América Latina, a importância dos produtos chineses na pauta de importações passou de 1,2% para 14,7% do total, entre 1995 e 2011, e, no caso do Mercosul, de 1,3% para 15,1% do total, no mesmo período. Uma ampliação esperada, já que as exportações chinesas para a região e o bloco latino-americano cresceram, em média, 30% e 32% no período, respectivamente.
Segundo Braga, Oliveira e Wolf, a aproximação da China significa, para o Brasil, oportunidade e risco ao mesmo tempo. De fato, o País é capaz de produzir e exportar aquilo que os chineses mais precisam para sustentar seu ritmo de crescimento, como soja, minério de ferro e petróleo. Porém, observam, as transações entre os dois países seguem um típico padrão Norte-Sul: a China exporta produtos manufaturados cada vez mais sofisticados para o Brasil, ao passo que o Brasil exporta produtos primários para a China.
Ameaça de desindustrialização
Outra questão é que as exportações chinesas e brasileiras não são complementares em mercados estratégicos, como os Estados Unidos, a Europa e até mesmo a América Latina – ou seja, competem entre si, com desvantagem para o Brasil. Daí se intensificarem os debates em torno das ameaças de “especialização regressiva” e até “desindustrialização”, que podem significar retrocessos na capacidade de gerar mais produto e renda, além de mais e melhores empregos.
No caso do Brasil, que detém um parque industrial mais complexo, as perdas podem ser maiores do que em economias em que a indústria “é apenas um enclave”, como dizem os autores.
Para Braga, esse risco, porém, não significa que não se deva fazer parceria com o país que responde hoje por cerca de 8% do PIB mundial (US$ 3,9 trilhões). Ao contrário, ela é uma “oportunidade de elevar a taxa de investimento como proporção do PIB brasileiro, que se encontra em nível baixo”.
Mas é fundamental, ressalta, que os acordos tenham cronograma firme e sejam efetivamente executados, e que os investimentos sejam promotores da retomada da industrialização no Brasil em vez de acelerar a substituição da produção local por importações de bens de capital, partes e componentes.
Pulo do gato’ chinês
Olhar com atenção para a forma como os chineses deram o seu salto de desenvolvimento nas últimas décadas, e têm lidado com os outros países mais desenvolvidos e suas empresas transnacionais, pode ser a chave para o Brasil encontrar o melhor meio de lidar com a própria China e ainda descobrir soluções para enfrentar seu problema de baixo crescimento.
Salta aos olhos, por exemplo, o fato de a China manter uma das maiores taxas de investimento dentre os países emergentes e desenvolvidos: superior a 45%.
Esse volume alto de investimento foi a base da política expansionista nos 1990 e 2000 e atuou como política anticíclica depois da crise de 2007-2008, permitindo que não houvesse uma forte desaceleração da economia. Grande parte desses investimentos foi direcionada à infraestrutura associada ao processo de urbanização, o que pode ser uma boa saída para o Brasil.
Enquanto destinamos US$ 150 bilhões para infraestrutura por ano, os chineses investem mais de US$ 1 trilhão. Tal volume gerou uma demanda que foi fundamental para o desenvolvimento industrial e tecnológico chinês. São mais de US$ 4 trilhões em demanda por bens e serviços industriais ao ano atendida, principalmente, pela indústria local, hoje responsável por 35% do PIB.
Nesse ponto esbarramos em outra estratégia importante chinesa: uma bem definida política industrial e tecnológica, que garante que esses recursos revertam para a própria economia. Vale destacar que os chineses sempre fizeram parcerias do tipo joint ventures, com transmissão de conhecimento tecnológico, e vêm estimulando fortemente as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
“Ao contrário [de alguns países asiáticos], que adotaram uma política industrial mais passiva aos fluxos de Investimento Direto Estrangeiro (IDE), resultando num crescente descompasso entre o crescimento das exportações e do valor adicionado industrial, a China combinou a estratégia do processamento de exportações com a busca de maior autonomia doméstica, permitindo manter uma concomitante expansão do valor adicionado industrial”, escrevem os autores.
A fase “made in China” (feito na China) está em transição para a fase “created in China” (criado na China). Para isso, o país vem investindo mais em mão de obra qualificada, na ampliação do acesso à educação básica e superior, na elevação da qualidade do ensino.
Os produtos chineses não são mais apenas produtos de terceiros ou itens de baixa qualidade. Há marcas sendo consolidadas internacionalmente, como é o caso da Lenovo (computadores) e Huawei (equipamentos de telecomunicações), entre outras.
Com seu “capitalismo de Estado”, a China passou por uma transformação da estrutura produtiva que não seria possível sem o esforço sistemático de planejamento do governo chinês.
Os autores sugerem que a capacidade de enfrentamento da concorrência chinesa pelo Brasil, tanto no mercado interno, como no mercado internacional, exige a implementação de um amplo conjunto de iniciativas orientado para a competitividade da economia brasileira.
Para lidar com o avanço dos chineses e tirar o maior proveito possível da parceria, recolocando o Brasil de volta ao trilho do desenvolvimento produtivo, deve-se ficar atento ao que a própria experiência chinesa pode ensinar.
Imagem: Fotos Públicas

O mundo noticiou que Aécio Neves teria recebido propina

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Agências internacionais, jornais regionais e mídias dos cinco continentes noticiaram que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) pode ter recebido propina


Jornal GGN reprodução
Agências internacionais, jornais regionais e mídias dos cinco continentes noticiaram que candidato derrotado à presidência da República e senador Aécio Neves (PSDB-MG) pode ter recebido propina, de acordo com depoimento do doleiro Alberto Youssef. Enquanto isso, aqui no Brasil, os principais veículos impressos trataram de esconder a manchete.


Dê uma volta pelo mundo e acompanhe os que as populações de diversos países ficaram sabendo:

 
INGLATERRA
Reuters:
 
 

 
ESPANHA

 
Europa Press:
 

 
 

 
 

A prova do pudim da Lava Jato nas mãos de Janot

http://jornalggn.com.br/noticia/a-prova-do-pudim-da-lava-jato-nas-maos-de-janot


Todos os jornais impressos esconderam a declaração do doleiro Alberto Yousseff à CPI da Petrobras, de que o senador Aécio Neves recebia US$ 150 mil mensais de Furnas.
Após o impeachment de Fernando Collor, um jornal se vangloriou de não ter escondido seu passado: a Folha de S.Paulo. Essa atitude ajudou a pavimentar sua reputação pelos anos 90 a fora.
Agora, todos os jornais brasileiros se calaram, inclusive a Folha. Mesmo depois dos serviços online - que não haviam sido enquadrados - terem dado a notícia que, àquela altura, já tinha transbordado para o mundo.
A notícia abriu a Top News da Reuters internacional. Seria manchete em qualquer jornal respeitável do mundo. Afinal, um candidato a presidente da República, no passado, recebia dinheiro de corrupção, proveniente de uma estatal. Não se tratava de algum recurso recolhido por um tesoureiro de partido, mas dinheiro direto na conta.
A delação de Yousseff veio com todas as peças encaixadas: o valor da propina, a destinatária (a irmã de Aécio) e até a empresa que fazia a lavagem do dinheiro (a Bauruense). Os bravos procuradores da Lava Jato teriam levantado essas operações em um dia de trabalho. Bastaria quebrar o sigilo da Bauruense.
Além disso, na gaveta do PGR repousa um inquérito desde 2010 apontando para lavagem de dinheiro de familiares de Aécio Neves em um banco de Liechenestein. Tinha-se o começo e provavelmente o destino final da propina.
Mesmo assim, o Procurador Geral da República Rodrigo Janot não endossou a denúncia sustentando estranhamente que dizia respeito a um outro episódio e o delator (o deputado que contou sobre a propina a Yousseff) já ter morrido. Equivale a um jovem procurador que invade um escritório à procura de pistas sobre roubos de eletrônicos, encontra provas de roubos de remédios e deixa de lado porque no momento ele só trabalha com roubos de eletrônicos.
Janot poderia ter pedido autorização para o STF (Supremo Tribunal Federal) para ao menos investigar a denúncia, garantindo o sigilo nas investigações. Nem isso foi solicitado.
Qual a lição que se pretende passar?
A Lava Jato pretende demonstrar que não é apenas mais uma investigação de corrupção, mas a operação que irá mudar o pais. Houve outras investigações na história.
No início dos anos 50 os IPMs (Inquéritos Policiais Militares) prenderam pessoas próximas a Vargas e colocaram em xeque o próprio poder presidencial, a ponto de criar o clima que levou ao suicídio do presidente. Ficou conhecida na história como uma manobra golpista, não como uma ação virtuosa.
Em 1963 e 1964, meros delegados de polícia colocavam na cadeia até empresários poderosos ligados a Jango, sob os argumentos mais estapafúrdios: Santo Vahlis, um venezuelano que tentou comprar um jornal no Rio, foi jogado em uma cela sob a acusação de ter escondido seu local de nascimento.
O anônimo delegado de polícia comprovou que proximidade com o governo não blindava ninguém, com o poder, sim . E sua valentia se devia apenas ao fato de que o poder já mudara de mãos. Ele era apenas um joguete nas mãos do verdadeiro poder.
A Lava Jato será conhecida na história não pelos poderosos que prendeu, mas pelos poderosos que poupou. Será ou a operação que limpou o Brasil, ou a operação instrumentalizada por um grupo político para desalojar outro grupo político.
A prova do pudim estará nos intocáveis, os cidadãos do lado de cá, tão acima de qualquer suspeita que não serão sequer investigados mesmo sendo delatados por delatores que mereceram toda a confiança dos procuradores nas delações contra o lado de lá.
As suspeitas sobre Aécio, agora, correm o mundo, nas asas da Reuters e de outras agências internacionais. Está nas mãos de Janot garantir a reputação internacional da operação que irá marcar para sempre a história do país: se apenas uma operação autorizada pelo poder do lado de cá, ou se uma operação que colocará definitivamente o Ministério Público Federal como avalista de uma nova República.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Governo Dilma ameaça São Paulo com racionamento d’água


Insistindo em uma mentira contra São Paulo e contra seu brilhante governador, Geraldo Alckmin, o governo federal e a imprensa comprada pelo imprensalão do PT tentam de todas as formas inventar uma crise hídrica onde não tem. Repetem uma mentira um milhão de vezes para que ela se torne verdade. Mas não adianta, Geraldo resiste, e se ele nunca disse que há racionamento ou falta d’água é porque realmente isso não existe. http://www.hariovaldo.com.br/site/2015/01/28/governo-dilma-ameaca-sao-paulo-com-racionamento-dagua/