quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Sem água na torneira, cidadão de Itu ainda tem que pagar o consumo mínimo

Em Itu eles privatizaram completamente a água. Investimentos para garantir segurança hídrica nem pensar. Mas a privatização não ia resolver tudo?
Agora o povo lá está com racionamento há 9 meses e após o mês inteiro sem água é obrigado a pagar a tarifa mínima de R$30. A cia Água de Itu ganha sem entregar e o povo nem se revolta.

Jornal Nacional prova que aumento dos juros é bom para o pobre

Hoje o Jornal Nacional se esforçou para explicar que o aumento dos juros é bom para os pobres. O pequenos poupadores vão ganhar um centavos a mais com a subida da Selic.

Quantos vão ganhar? O número de poupadores é uma pequena fração da população. Mesmo os poupadores, os pequenos que a matéria se referiu, vão perder. O aumento dos juros reduz a atividade econômica pelo lado mais perverso: inibi o investimento produtivo e destina os recursos para a ciranda financeira. Esse juro que subiu vai sair do bolso dos contribuintes. Nós vamos pagar a conta altíssima como pouco efeito no controle da inflação.

Ao contrário do que o mercado financeiro prega através dos seus porta-vozes na imprensa, na maioria das vezes a elevação dos juros não afeta a inflação. Mas faz o dinheiro deles render sem nenhum esforço.

A dívida pública bruta (sem descontar as aplicações que o governo tem )  é algo em torno de 3 trilhões de Reais, cada 1% a mais na SELIC são mais R$30 bi por ano que sai do orçamento para pagar a dívida. É o dinheiro que falta para a saúde e para a educação que o povo reclamou nas ruas.

Na campanha eleitoral só a Luciana Genro e o Levi Fidelix trataram do assunto. Ao contrário do que muitos pensam, 90% ou mais do que temos de estoque de dívida pública não foi o governo que tomou emprestado para gastar. Não. A dívida tem origem na ciranda financeira brutal que foi criada após o plano Real com juros estratosféricos com a desculpa de segurar a inflação. Isto não é aceitável.

Falta recursos para tudo, as pessoas são direcionadas a se indignar com o desvio de dinheiro de pinga, enquanto o montante grande é tirado dos nossos bolsos à luz do dia.


Quer saber um pouco mais:
http://www.auditoriacidada.org.br/

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Depois de fazer a merda, Alckmin pede ajuda a Dilma para resolver o problema da falta de água




Passada a eleição presidencial, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (29) que pedirá ao governo federal recursos financeiros e a desoneração de impostos para enfrentar a atual crise de desabastecimento de água.
O tucano defendeu a necessidade de conceder a isenção do PIS e Cofins para empresas de saneamento básico e a realização de parceria com o governo federal para as obras de interligação do Rio Jaguari, da bacia do Paraíba do Sul, com a represa do Atibainha, do Sistema Cantareira.
O tom adotado por Alckmin é completamente diferente ao do período eleitoral, quando PT e PSDB protagonizaram troca de acusações sobre a responsabilidade da crise hídrica.
Na mesma linha, ele evitou rebater entrevista concedida pela presidente Dilma Rousseff (PT) nesta terça-feira (28), na qual ela disse que informou ao governo estadual em fevereiro sobre o risco da falta de água.
"A eleição já acabou. Não deve haver um terceiro turno. Isso prejudica a população. A nossa disposição é a do diálogo e da cooperação", disse. " O governo federal é um grande parceiro e vamos encaminhar e já temos vários pleitos", acrescentou.
Apesar do tom conciliador, o governador não deixou de fazer críticas ao governo federal. Segundo ele, a promessa de desonerar impostos sobre as empresas de saneamento foi prometida pela presidente em 2010, mas não foi cumprida.
"O governo federal precisa tirar o imposto da água. É inacreditável. Só a Sabesp paga ao governo federal R$ 680 milhões de PIS e Cofins", criticou.
Ele reclamou ainda de decisão do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) de ter priorizado a geração de energia elétrica, e não o abastecimento de água, em represas como a do Jaguari. Segundo ele, o governo estadual avalia, inclusive, a possibilidade de encerrar a concessão da represa para geração de energia.
"Nós estudamos retirar a represa do Jaguari, que é de São Paulo, como geradora de energia. Ela gera pouca energia elétrica. Vamos pedir para encerrar a concessão e manter a represa só para abastecimento humano", antecipou.
GAFE
O governador participou nesta quarta-feira (29) de evento de assinatura de convênio para construção de policlínicas em Santos (SP), cidade da Baixada Santista.
Durante a cerimônia, ele passou por uma saia-justa. Em discurso, o deputado estadual eleito Luciano Batista (PTB-SP) referiu-se de maneira pouco usual a um restaurante Bom Prato, iniciativa do governo estadual e programada para ser construído na cidade litorânea.
"O sujeito come no Bom Prato e, se por acaso passar mal, e não vai, já segue para a policlínica. É uma coisa rápida e rasteira", disse.
Diante do constrangimento geral, o ex-prefeito de Santos (SP) João Paulo Papa tentou consertar a gafe.
"O pessoal come no Bom Prato e é aí que não vai passar mal mesmo", disse, para alívio dos tucanos.

Decisão do STF pode ajudar a protelar o julgamento de Azeredo no mensalão tucano

Jornal GGN - Movimento do Supremo Tribunal Federal pode ajudar a protelar ainda mais a sentença de Eduardo Azeredo (PSDB) no julgamento do mensalão mineiro. O tucano é acusado de ter sido beneficiado em um esquema de caixa 2 que garantiu sua vitória no governo de Minas Gerais, em 1998. O caso está sendo apreciado pela Justiça comum, pois os envolvidos abriram mão dos mandatos e, consequemente, do foro privilegiado - na contra-mão do que aconteceu com parte dos réus do mensalão do PT no plano federal.
O promotor que cuida do caso de Azeredo já havia alertado que a estratégia da defesa dele é justamente ficar trocando o processo de Vara criminal para ganhar mais tempo. O STF determinou que o processo de Clésio Andrade seja transferido de uma Vara para outra, e isso pode afetar o julgamento de Azeredo.
Do Estadão
Um despacho do Supremo Tribunal Federal em recurso do ex-senador Clésio Andrade (PMDB-MG), relativo ao processo do mensalão mineiro, deve adiar a decisão da Justiça no caso do ex-deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG).
A ação na qual o tucano é réu aguarda apenas a sentença, mas o processo, que atualmente está a cargo da 11.ª Vara Criminal do Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, deverá ser remetido para a 9.ª Vara Criminal por determinação do Supremo Tribunal Federal. Azeredo viajou para a Europa poucas horas após o anúncio do resultado das eleições presidenciais.
A decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, foi expedida em recurso de Clésio Andrade, também é réu no caso. Ao renunciar ao mandato em julho, o ex-senador perdeu o foro privilegiado e o Supremo determinou que a ação retorne para a Justiça mineira. Mas a defesa do peemedebista solicitou à Corte que o processo retorne à 9.ª Vara Criminal.
É nessa vara que tramita o processo da qual Clésio era réu até assumir o Senado em 2011 na vaga de Eliseu Resende (DEM-MG), morto naquele ano. O processo em Minas tem outros oito réus, incluindo o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, que cumpre pena por envolvimento no mensalão federal.
Em sua decisão, Barroso considerou a “narrativa da prática comum de condutas supostamente delituosas” para determinar o envio da ação contra Azeredo para a 9.ª Vara Criminal. Com a decisão, qualquer sentença expedida pelo juiz Marcos Henrique Caldeira Brant, da 11.ª Vara, poderia ser anulada.
Quando o processo contra Azeredo foi remetido para a primeira instância, o promotor responsável pela acusação em Belo Horizonte, João Medeiros, já havia previsto que a estratégia “lógica” da defesa do tucano para “postergar” a decisão seria solicitar que o caso fosse encaminhado para outra vara.
Um dos advogados de Azeredo, José Gerardo Grossi, afirmou que a defesa não vai aceitar a mudança. E confirmou que o ex-deputado não tem pressa em conhecer a decisão. “Não temos de correr, não. Para quê?”
Ao apresentar suas alegações finais na ação, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a condenação do tucano a 22 anos de prisão. A assessoria de Azeredo foi procurada, mas não respondeu. O Estado não conseguiu contatar o ex-deputado.
Conforme denúncia da Procuradoria-Geral da República, o mensalão mineiro foi um esquema de desvio de recursos públicos para a campanha à reeleição de Azeredo, então governador de Minas, em 1998.

Por que comemorar o retrocesso?

Porque tem tanta gente comemorando o retrocesso? É ruim que o governo possa escutar a população ao definir as políticas públicas?

A câmara dos deputados revogou o decreto da Presidente Dilma que regulamentava o acesso da população na definição de políticas pública. Os deputados acham que somente eles podem representar o povo, mas sabemos que os políticos representam mais os poderosos, os financiadores de campanha.

Muitos compartilha "posts" da Veja comemorando a derrota do governo. Derrota do governo ou do povo? Muitos desses nem sabe direito do que se trata tal decreto.

O artigo 1o, parágrafo único, da Constituição Federal: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente''.

Saiba mais:
O que é a Política Nacional de Participação Social?
http://meexplica.com/2014/06/o-que-e-a-politica-nacional-de-participacao-social/

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/06/1470598-seis-perguntas-sobre-os-conselhos-populares.shtml

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Robôs não comparecem a impeachment de Dilma

De mais de 30 mil pessoas confirmadas no evento criado no Facebook, quase 30 foram às ruas na região do Largo da Batata, na Zona Oeste de São Paulo, pedindo o impeachment da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT), na tarde desta segunda-feira (27). 
 
"A gente se juntou no primeiro momento para derrubar a atual presidente que foi eleita. O objetivo principal é o impeachment. A gente não aceita o resultado da eleição", contou a organizadora do evento, Michela Sapojkin, de 21 anos. A estudante era quem puxava o coro: "Fora Dilma”, segurando uma faixa de protesto.
 
Decidiram, inicialmente, ficar no local, mas depois, fizeram uma mini passeata pela região de Pinheiros, conseguindo bloquear uma faixa da Avenida Faria Lima. Persistente, o grupo estava caminhando pela Avenida Doutor Arnaldo, às 20h30.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

"A vitória não foi pequena, Fernando Ribeiro (editor do Tijolaço) está certo. Estamos no vale de uma desaceleração cíclica, com eleitores jovens chegando sem memória social do neoliberalismo, com a grande mídia fazendo luta ideológica cerrada e acirrada há um ano e meio, muitos médicos mentindo descaradamente para pacientes pobres (os relatos são impressionantes), vários empresários atrasando investimentos e formando opinião pública. Estamos felizes, mas sem sentimento de dever cumprido. A luta só começou. Não podemos recuar e deixar o espaço público voltar a ser ocupado pela fábrica de preconceitos, superficialidade e auto-engano da grande mídia, que vem desconstruindo não só o PT e o resto da esquerda, mas a política em geral. Por exemplo, sonegando informações sobre o combate à corrupção, imensamente maior do que nos governos tucanos. A polarização ideológica veio para ficar, não podemos recuar de novo. Vamos à luta!"

Prof. do IE/Unicamp Pedro Paula Zahlut Bastos no Facebook


http://tijolaco.com.br/blog/?p=22538