sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Jurômetro
sábado, 12 de novembro de 2011
Itália em crise tem dívida pública mais barata que a do Brasil
Apesar da crise europeia, os títulos da dívida da Itália ainda são em tese mais seguros e são negociados com juros mais baixos que os do Brasil.
A aparente contradição fica explícita na rentabilidade dos papéis. Títulos brasileiros com resgate de dez anos chegam a ser negociados entre os investidores com juros anuais acima de 11%, quase o dobro dos 6,7% pagos pelos similares italianos.
Essa distorção ocorre porque o Banco Central do Brasil foi tomado pelo setor financeiro e trabalha para garantir lucros fartos e fáceis para a banca.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Os países mais endividados do mundo
Enquanto a mídia aqui engana e confunde. A crise assola o mundo desenvolvido e economia aqui vai razoavelmente bem.
A dívida pública no Brasil não é alarmante. Ao contrário do que diz os comentarista econômicos, o indicador é bastante robusto. O Brasil e outros seis países do G20 foram citados no comunicado final da reunião de cúpula do grupo, encerrada nesta sexta-feira em Cannes (04/11), na França, "como economias com finanças públicas sólidas e capazes de estimular seus mercados internos se a situação global piorar."
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/11/111104_g20final_rw.shtml
Segundo estimativa do Departamento Econômico do BC, a tendência é de desaceleração da relação dívida-PIB. A relação dívida-PIB deve chegar ao patamar de 39,6% em 2011, 38% em 2012 e 37% em 2013. Projeções que dão conta de que a relação entre a dívida líquida do setor público e o Produto Interno Bruto (PIB) ficará em 35,2% em 2014, ano de Copa do Mundo no Brasil.
Outra mentira contada pela imprensa: a dívida elevada da maioria desses países não foi constituída porque eles gastaram mais do podiam para sustentar uma grande massa de aposentados. Não. A dívida cresceu nos últimos anos porque a maioria dos países correu para salvar a banqueirada e agora essa mesma turma e seus porta-vozes querem que os trabalhadores e aposentados paguem o pato.
Segue a lista países mais endividados:
20º. Estados Unidos – 101,1%
Dívida (como % do PIB): 101,1%
Dívida bruta: US$ 14,825 trilhões
PIB de 2009 (est): US$14,66 trilhões
Dívida per capita: US$ 48.258
19º. Hungria – 120,1%
Dívida (como % do PIB): 120,1%
Dívida bruta: US$ 225,24 bilhões
PIB de 2009 (est):): US$ 187,6 bilhões
Dívida per capita: US$ 22.739
18º. Austrália – 138,9%
Dívida (como % do PIB): 138,9%
Dívida bruta: US$ 1,23 trilhão
PIB de 2010 (est): US$ 882,4 bilhões
Dívida per capita: US$ 57.641
17º. Itália – 146,6%
Dívida (como % do PIB): 146,6%
Dívida bruta: US$ 2,602 trilhões
PIB de 2010 (est): US$ 1,77 trilhão
Dívida per capita: US$ 44.760
16º. Espanha – 179,4%
Dívida (como % do PIB): 179,4%
Dívida bruta: US$ 2,46 trilhões
PIB de 2010 (est): US$ 1,37 trilhão
Dívida per capita: US$ 60.614
15º. Grécia – 182,2%
Dívida (como % do PIB): 182,2%
Dívida bruta: US$ 579,7 bilhões
PIB de 2010 (est): US$ 318,1 bilhões
Dívida per capita: $ 53.984
14º. Alemanha – 185,1%
Dívida (como % do PIB): 185,1%
Dívida bruta: US$ 5,44 trilhões
PIB de 2010 (est): US$ 2,94 trilhões
Dívida per capita: US$51.572
13º. Portugal – 223,6%
Dívida (como % do PIB): 223,6%
Dívida bruta: US$ 552,23 bilhões
PIB de 2010 (est): US$ 247 bilhões
Dívida per capita: US$ 51.572
12º. França – 250%
Dívida (como % do PIB): 250%
Dívida bruta: US$ 5,37 trilhões
PIB de 2010 (est): US$ 2,15 trilhões
Dívida per capita: US$ 83.781
11º. Hong Kong – 250,4%
Dívida (como % do PIB): 250,4%
Dívida bruta: US$ 815,65 bilhões
PIB de 2010 (est): US$ 325,8 bilhões
Dívida per capita: US$ 115.612
10º. Noruega – 251%
Dívida (como % do PIB): 251%
Dívida bruta: US$ 640,7 bilhões
PIB de 2010 (est): US$ 255,3 bilhões
Dívida per capita: US$ 137.476
9º. Áustria – 261,1%
Dívida (como % do PIB): 261,1%
Dívida bruta: US$ 867,14 bilhões
PIB de 2010 (est): US$ 332 bilhões
Dívida per capita: US$ 105.616
8º. Finlândia – 271,5%
Dívida (como % do PIB): 271,5%
Dívida bruta: US$ 505,06 bilhões
PIB de 2010 (est): US$ 186 bilhões
Dívida per capita: US$ 96.197
7º. Suécia – 282,2%
Dívida (como % do PIB): 282,2%
Dívida bruta: US$ 1,001 trilhão
PIB de 2010 (est): US$ 354,7 bilhões
Dívida per capita: US$ 110.479
6º. Dinamarca – 310,4%
Dívida (como % do PIB): 310,4%
Dívida bruta: US$ 626,1 bilhões
PIB de 2010 (est): US$ 201,7 bilhões
Dívida per capita: $113.826
5º. Bélgica – 335,9%
Dívida (como % do PIB): 335,9%
Dívida bruta: US$ 1,324 trilhão
PIB de 2010 (est): US$ 394,3 bilhões
Dívida per capita: US$ 127.197
4º. Holanda – 376,3%
Dívida (como % do PIB): 376,3%
Dívida bruta: $2,55 trilhões
PIB de 2010 (est): $676,9 bilhões
Dívida per capita: $152.380
3º. Suíça – 401,9%
Dívida (como % do PIB): 401,9%
Dívida bruta: US$ 1,304 trilhão
PIB de 2010 (est): US$ 324,5 bilhões
Dívida per capita: $171.528
2º. Reino Unido – 413,3%
Dívida (como % do PIB): 413,3%
Dívida bruta:: US$ 8,981 trilhões
PIB de 2010 (est): US$ 2,173 trilhões
Dívida per capita: US$ 146.953
1º. Irlanda – 1.382%
Dívida (como % do PIB): 1.382%
Dívida bruta: US$ 2,38 trilhões
PIB de 2010 (est): US$ 172,3 bilhões
Dívida per capita: US$ 566.756
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Alcool anidro recua depois de 13 semanas em alta
Após um mês do início oficial da colheita da cana-de-açúcar na região Centro-Sul do Brasil, os preços do etanol começam a enfraquecer. O etanol anidro, que é misturado à gasolina, recuou na semana passada após acumular a alta de 122% ao longo de 13 semanas consecutivas, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP.
O Indicador CEPEA/ESALQ semanal do etanol anidro (estado de SP) saltou de R$ 1,2278/litro (sem impostos, a retirar na usina) na semana encerrada em 21 de janeiro para R$ 2,7257 (sem impostos, a retirar na usina) na semana dos feriados de Tirantes e Sexta-Feira Santa, finalizada em 20 de abril. Já na semana passada, o Indicador caiu para R$ 2,3815, valor 12,6% menor que o fechamento anterior.
Pesquisadores do Cepea explicam que essa queda se deveu ao aumento da oferta de etanol por parte das usinas, o que levou algumas distribuidoras a comprar o necessário apenas para a demanda de curto prazo, na expectativa de novas quedas dos preços.
Cálculos do Cepea mostram que o anidro, na média de abril, remunerou cerca de 24% a mais que o açúcar cristal; no comparativo com o etanol hidratado,o anidro remunerou por volta de 65% a mais – considerando-se os valores médios de venda pelas usinas do estado de São Paulo. Com essa vantagem financeira, neste início de safra, usinas intensificaram a produção de anidro, o que justifica o aumento da oferta captado pelas pesquisas Cepea em especial na última semana.
Vale observar também que na última sexta-feira foi publicada a Medida Provisória nº 532 que reduz o percentual de anidro na gasolina C do intervalo de 25% a 20% para 25% a 18%.
Quanto aos preços do etanol hidratado, o Cepea aponta que seus preços também estão em queda nas usinas paulistas. Como a procura com esse combustível está relativamente baixa pelo fato de a gasolina C estar mais vantajosa em termos econômicos, a queda de preços do hidratado vem ocorrendo desde o final de março.
O Indicador semanal CEPEA/ESALQ do hidratado (estado de SP) da última semana, a R$ 1,3374/litro (sem impostos, a retirar na usina), já foi 18% menor que o da semana encerrada em 25 de março, que foi de R$ 1,6323/litro (sem impostos, a retirar na usina).
No mesmo sentido, o Indicador diário do Hidratado ESALQ/BVMF posto Paulínia – liquida contrato futuro deste produto na BM&FBovespa – tem registrado quedas sucessivas. De 23 de março a 2 de maio, esse Indicador de hidratado recuou 25,3%, saindo de R$ 1.694,00 para R$ 1.266,00/m3 (sem impostos, com frete até base de distribuição de Paulínia).
Cesta Básica Nacional - abril de 2011: preços caem em 14 capitais
Do Dieese
http://www.dieese.org.br/rel/rac/racmai11.xml
NOTA À IMPRENSA-DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, São Paulo, 04 de maio de 2011
Das 17 capitais onde o DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – realiza a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, 14 apresentaram queda de preço em abril. Em três cidades, a queda superou os 3%; em outras quatro, ficou entre 2% e 3%. As maiores reduções ocorreram em Salvador (-7,87%), Recife (-3,69%) e Aracaju (-3,36%). As três capitais onde a cesta básica registrou aumento de preços foram Porto Alegre (alta de 1,34%), Florianópolis (0,91%) e São Paulo (0,35%).
A aquisição do conjunto de itens básicos em São Paulo custou R$ 268,52, o maior valor entre as localidades pesquisadas. Em Porto Alegre, o preço da cesta correspondeu a R$ 264,63 e, em Vitória, ficou em R$ 256,12. As cidades mais baratas foram Aracaju (R$ 185,88), João Pessoa (R$ 198,79) e Recife (R$ 202,03).
Em abril, o valor do mínimo foi calculado em R$ 2.255,84, o que representa 4,14 vezes o mínimo em vigor, de R$ 545,00. Em março, o piso mínimo era estimado em R$ 2.247,94 (4,12 vezes o menor salário legal), enquanto em abril do ano passado correspondia a R$ 2.257,52, ou seja, 4,42 vezes valor então vigente (R$ 510,00).
Variações acumuladas
No primeiro quadrimestre deste ano, 15 das 17 localidades pesquisadas acumulam aumento de preços. As maiores variações foram registradas em Brasília (6,27%), Florianópolis (6,05%), Vitória (5,83%), seguidas por Aracaju (5,69%) e Rio de Janeiro (5,15%).
Nos últimos 12 meses, Goiânia apresentou a maior variação para o conjunto dos produtos: 14,87%, seguida por Fortaleza (13,57%), Florianópolis (5,37%) e Vitória (4,94%). Ao longo deste período, dentre as quatro cidades com variações negativas, as menores foram em Salvador (-7,55%) e Recife (-5,80%) - Tabela 1.
Cesta x salário mínimo
Para adquirir a cesta básica, o trabalhador que ganha salário mínimo precisou cumprir, em abril, na média das 17 capitais pesquisadas, jornada de 94 horas e 41 minutos, tempo menor que o exigido em março (96 horas e 13 minutos).
Em abril de 2010, a mesma compra comprometia jornada bem maior: 98 horas e 44 minutos.
Quando se considera o percentual do salário mínimo líquido gasto com a cesta, após a dedução da parcela referente à Previdência Social, também é possível notar um pequeno recuo, em abril (46,78%) em relação ao comprometido em março (47,54%). Em abril de 2010, o custo da cesta representava 48,78% do mínimo líquido.
Comportamento dos preços
O tomate, item pesquisado em todas as localidades, foi o produto que mais influenciou a queda no preço da cesta. Porto Alegre foi a única localidade que teve alta no preço do produto (4,67%). Nas demais localidades, a variação no preço do produto ficou entre -29,33% (Salvador) e -2,19% (Manaus). No total das localidades pesquisadas, em 13 capitais a diminuição dos preços médios ficou acima de -10%.
A batata, pesquisada em nove capitais, teve alta nos preços em todas as localidades, sendo a maior ocorrida em Curitiba (43,41%), seguida por Belo Horizonte (33,90%) e Porto Alegre (27,56%). Apenas Goiânia (9,09%) teve aumento inferior a 10%.
Produto de grande peso na cesta, a carne mostrou comportamento diferenciado no mês, com alta em nove cidades, a maior em Natal (2,82%), e redução em outras oito, entre as quais mais se destacou Porto Alegre (-1,65%).
O arroz registrou pequena alta em Natal (1,72%) e em Salvador (1,62%). Em Curitiba e Recife o preço permaneceu estável. E em 11 cidades a variação foi negativa, com maiores quedas no Rio de Janeiro (-4,98%), Porto Alegre (-4,49%) e Brasília (-4,26%).
O feijão apresentou preços com comportamentos variados. Houve aumento em sete cidades, com destaques para Belo Horizonte (10,14%), São Paulo (7,95%) e João Pessoa (6,80%). Em Brasília, não houve variação no preço do produto. E nas nove localidades restantes os preços tiveram queda, com destaque para Manaus (-6,49%), Florianópolis (-5,19%) e Vitória (-4,63%).
O preço do pão subiu em oito cidades. A maior alta foi observada em Porto Alegre (4,67%) e a segunda maior em Natal (2,85%). Outras oito capitais tiveram baixa no preço do pão, sendo a menor em Aracaju (-3,41%), seguida por Recife (-2,97%). Em Belém não houve alteração no preço do produto. As variações do gasto total por produto e por região podem ser melhor avaliadas na Tabela 2.
São Paulo
O custo da cesta de alimentos básicos na capital paulista foi de R$ 268,52 no mês de abril, permanecendo o mais caro entre as 17 capitais pesquisadas. A alta mensal (0,35%), a alta do primeiro quadrimestre (de 1,27%) e a dos últimos 12 meses (de 2,73%) foram relativamente pequenas.
Os aumentos mensais dos produtos tiveram elevações fortes na batata (25,64%) e no feijão (7,95%). Ainda encareceram o leite (3,13%), a manteiga (2,79%), a carne (1,87%) e o café (1,56%). Baratearam o tomate (-13,73%), o arroz (-3,66%), o açúcar (-1,84%), a banana (-1,70%), a farinha de trigo (-0,94%) e o pão (-0,15%).
O preço do óleo de soja permaneceu estável.
No período anual, os maiores aumentos foram anotados no óleo de soja (26,46%), na carne (21,38%), na farinha de trigo (15,38%), no pão (8,17%), na banana (6,98%), café (4,98%) e no leite (2,64%).
Caíram de preço a batata (-25,08%), o tomate (-15,17%), o feijão (-14,66%), o arroz (-10,68%), o açúcar (-10,13%) e a manteiga (-6,91%). Os fatores climáticos favoreceram a produção desses alimentos essenciais.
O trabalhador paulistano cuja remuneração é o salário mínimo (R$ 545,00) necessitou trabalhar 108 horas e 24 minutos para a aquisição da cesta básica em abril, pouco acima da jornada de março, que havia sido de 108 horas e 01 minuto, mas abaixo da jornada de abril do ano passado, que foi de 112 horas e 45 minutos.
Resultado semelhante pode ser obtido comparando o custo dos alimentos com o salário mínimo líquido, ou seja, após os descontos da Previdência Social. Em abril, o custo dos alimentos representava 53,55% do mínimo líquido, praticamente igual ao de março (53,37%), ambos inferiores ao do mês de abril de 2010 (55,71%).
quarta-feira, 20 de abril de 2011
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quarta-feira, 13 de abril de 2011
Desindustrialização: commodities já são 69% das exportações
O caminho da desindustrialização...
Commodities já somam 69% das exportações brasileiras
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - A escalada de preços das matérias-primas no mercado internacional elevou a participação desses produtos nas exportações brasileiras para o maior nível em duas décadas. A fatia das commodities nas vendas externas atingiu 69,4% em 2010, ante 67,2% em 2009 e 51% em 2000, revela um estudo do banco Credit Suisse.
Apenas seis produtos - minério de ferro, petróleo, soja, açúcar, aço e celulose - responderam por 50% das exportações de US$ 201,9 bilhões em 2010. "É muito provável que o peso das commodities nas exportações brasileiras aumente neste ano, podendo chegar a 75%", prevê o economista-chefe da instituição e responsável pelo estudo, Nilson Teixeira.
Para calcular a participação das matérias-primas nas exportações, Teixeira considerou como commodities itens que passaram por algum tipo de processamento, como produtos siderúrgicos e açúcar, por exemplo, e não apenas os produtos tidos como básicos nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).


