quarta-feira, 22 de outubro de 2014

10 mitos sobre a crise hídrica

14out14
seca
Gostaria de desmistificar alguns pontos sobre a crise hídrica em SP, assunto que tangencia minhas pesquisas acadêmicas.
1- “Não choveu e por isso está faltando água”. Essa conclusão é cientificamente problemática. Existem períodos chuvosos e de estiagem, descritos estatisticamente. É natural que isso ocorra. A base de dados de São Paulo possibilita análises precisas desde o século XIX e projeções anteriores a partir de cálculos matemáticos. Um sistema de abastecimento eficiente precisa ser projetado seguindo essas previsões (ex: estiagens que ocorram a cada cem anos).
2- “É por causa do aquecimento global”. Existem poucos estudos verdadeiramente confiáveis em São Paulo. De qualquer forma, o problema aqui parece ser de escala de grandeza. A não ser que estejamos realmente vivendo uma catástrofe global repentina (que não parece ser o caso esse ano), a mudança nos padrões de chuva não atingem porcentagens tão grandes capazes de secar vários reservatórios de um ano para o outro. Mais estudadas são as mudanças climáticas locais por causa de ocupação urbana desordenada. Isso é concreto e pode trazer mudanças radicais. Aqui o problema é outro: as represas do sistema Cantareira estão longe demais do núcleo urbano adensado de SP para sentir efeitos como de ilha de calor. A escala do território é muito maior.
3- “Não choveu nas Represas”. Isso é uma simplificação grosseira. O volume do reservatório depende de vários fluxos, incluindo a chuva sobre o espelho d’água das represas. A chuva em regiões de cabeceira, por exemplo, pode recarregar o lençol freático e assim aumentar o volume de água dos rios. O processo é muito mais complexo.
4- “As próximas chuvas farão que o sistema volte ao normal”. Isso já é mais difícil de prever, mas tudo indica que a recuperação pode levar décadas. Como sabemos, quando o fundo do lago fica exposto (e seco), ele se torna permeável. Assim a água que voltar atingir esses lugares percola (infiltra) para o lençol freático, antes de criar uma camada impermeável. Se eu fosse usar minha intuição e conhecimento, diria que São Paulo tem duas opções a curto-médio prazo: (a) usar fontes alternativas de abastecimento antes que possa voltar a contar com as represas; (b) ter uma redução drástica em sua economia para que haja diminuição de consumo (há relação direta entre movimento econômico e consumo de água).
5- “Não existe outras fontes de abastecimento que não as represas atuais”. Essa afirmação é duplamente mentirosa. Primeiro porque sempre se pode construir represas em lugares mais e mais distantes (sobretudo em um país com esse recurso abundante como o Brasil) e transportar a água por bombeamento. O problema parece ser de ordem econômica já como o custo da água bombeada de longe sairia muito caro. Outra mentira é que não podemos usar água subterrânea. Não consigo entender o impedimento técnico disso. O Estado de São Paulo tem ampla reserva de água subterrânea (como o chamado aquífero Guarani), de onde é possível tirar água, sobretudo em momentos de crise. Novamente, o problema é custo de trazer essa água de longe que afetaria os lucros da Sabesp.
6- “O aquífero Guaraní é um reservatório subterrâneo”. A ideia de que o aquífero é um bolsão d’água, como um vazio preenchido pelo líquido, é ridiculamente equivocada. Não existe bolsão, em nenhum lugar no mundo. O aquífero é simplesmente água subterrânea diluída no solo. O aquífero Guaraní, nem é mesmo um só, mas descontínuo. Como uma camada profunda do lençol freático. Em todo caso, países como a Holanda acham o uso dessas águas tão bom que parte da produção superficial (reservatórios etc) é reinserida no solo e retirada novamente (!). Isso porque as propriedades químicas do líquido são, potencialmente, excelentes.
7- “Precisamos economizar água”. Outra simplificação. Os grandes consumidores (indústrias ou grandes estabelecimentos, por exemplo) e a perda de água por falta de manutenção do sistema representam os maiores gastos. Infelizmente os números oficiais parecem camuflados. A seguinte conta nunca fecha: consumo total = esgoto total + perda + água gasta em irrigação. Estima-se que as perdas estejam entre 30% e 40%. Ou seja, essa quantidade vaza na tubulação antes de atingir os consumidores. Água tratada e perdida. Para usar novamente o exemplo Holandês (que estudei), lá essas perdas são virtualmente 0%. Os índices elevados não são normais e são resultados de décadas de maximização de lucros da Sabesp ao custo de uma manutenção precária da rede.
8- “Não há racionamento”. O governo está fazendo a mídia e a população de boba. Em lugares pobres o racionamento já acontece há meses, dia sim, dia não (ou mesmo todo dia). É interessante notar que, historicamente, as populações pobres são as que sempre sentem mais esses efeitos (cito, por exemplo, as constantes interrupções no fornecimento de água no começo do século XX nos bairros operários das várzeas, como o Pari). A história se repete.
9- “É necessário implantar o racionamento”. Essa afirmação é bem perigosa porque coloca vidas em risco. Já como praticamente todas as construções na cidade têm grandes caixas d’água, o racionamento apenas ataca o problema das perdas da rede (vazamentos). É tudo que a Sabesp quer: em momentos de crise fazer racionamento e reduzir as perdas; sem diminuição de consumo, sem aumentar o controle de vazamentos. O custo disso? A saúde pública. A mesma trinca por onde a água vaza, se não houver pressão dentro do cano, se transformará em um ponto de entrada de poluentes do lençol freático nojento da cidade. Estaremos bebendo, sem saber água poluída, porque a poluição entrou pela rede urbana. Por isso que agências de saúde internacionais exigem pressão mínima dentro dos canos de abastecimento.
10- “Precisamos confiar na Sabesp nesse momento”. A Sabesp é gerida para maximizar lucros dos acionistas. Não está preocupada, em essência, em entregar um serviço de qualidade (exemplos são vários: a negligência no saneamento que polui o Rio Tietê, o uso de tecnologia obsoleta de tratamento de água com doses cavalares de cloro e, além, da crise no abastecimento decorrente dos pequenos investimentos no aumento do sistema de captação). A Sabesp é apenas herdeira de um sistema que já teve várias outras concessionárias: Cantareira Águas e Esgotos, RAE, SAEC etc. A empresa tem hoje uma concessão de abastecimento e saneamento. Acredito que é o momento de discutir a cassação dessa outorga, uma vez que as obrigações não foram cumpridas. Além, é claro, de uma nova administração no Governo do Estado, ao menos preocupada em entregar serviços público e não lucros para meia dúzia apenas.
Enfim, se eu pudesse resumir minhas conclusões: a crise no abastecimento não é natural, mas sim resultado de uma gestão voltada para a maximização de lucros da concessionária e de um Governo incompetente. Simples assim, ou talvez, infelizmente, nem tanto.
Gabriel Kogan

New York Times sucumbe ao comunismo cubano

http://www.hariovaldo.com.br/site/2014/10/21/new-york-times-sucumbe-ao-comunismo-cubano/

Antiga voz do mundo livre, o diário americano NYT sucumbiu ao comunismo cubano por ação dos jornalistas bolchevistas infiltrados, manipulados por Lula que passou a escrever no tablóide novaiorquino, pondo abaixo o último bastião da imprensa livre americana. É mais um engodo bolchevista estampado indevidamente nas páginas de um órgão de imprensa que decaiu frente às investidas cada vez mais poderosas do comunismo internacional.
O mundo amanheceu em choque ao ler nas páginas do jornal loas indevidas a ilha da fantasia comunista e seu falido sistema de saúde, com seus médicos incompetentes, já rejeitados pela medicina mundial, inclusive no Brasil. Se os médicos de lá fossem bons, os médicos brasileiros os teriam recebidos com os braços abertos por aqui.
Na verdade, não temos garantias que tais médicos cubanos enviados para África vão realmente combater ou espalhar o ébola, por isso exigimos que os Estados Unidos tomem medidas para prendê-los, livrando a humanidade de mais esse flagelo vermelho. Lamentável.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

"A população pode ficar tranquila", diz Alckmin

Fiquei uma semana sem água, mas se o governador garantiu, quem sou eu para duvidar.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta terça (21) durante entrevista na rádio Jovem Pan AM que um novo bônus à população, que será aprovado hoje pela Sabesp, servirá como mais uma medida preventiva à falta de água. Segundo ele, há uma terceira reserva técnica a ser utilizada, caso precise. "Temos uma segunda e terceira reserva técnica, que existe para ser utilizada apenas quando precisarmos. Nem a segunda nunca foi utilizada, nunca tivemos nenhuma bomba, equipamento para retirar água. Em 74 dias construímos e agora já está tudo pronto, caso seja preciso utilizar a segunda reserva. E existe ainda uma terceira. Ou seja, a população pode ficar tranquila, pois todas as medidas estão sendo tomadas", declarou. Alckmin nega que o problema da falta de água é por falta de obras e planejamento, mas sim, que o motivo é por estarmos passando pela maior seca dos últimos 84 anos. "Neste ano tivemos metade da chuva de 1953 (até então maior seca)."

http://jovempan.uol.com.br/noticias/brasil/sao-paulo/alckmin-garante-que-2-e-3-reservas-tecnicas-darao-conta-de-abastecimento-de-agua.html

Gotômetro

http://www.gotometro.org/


Alckmin e Aécio não querem dizer por causa da eleição mas tenha certeza, que no dia 27 de outubro, o racionamento de água será anunciado. As reservas de São Paulo nunca chegaram a níveis tão baixos, a situação é realmente alarmante. O discurso deles não passa de uma trama para enganar a população brasileira e evitar mais um escândalo na reta final do período eleitoral.

Seca leva indústria de São Paulo a fechar 3 mil postos no ano, diz FIESP

A queda do PIB é 100% culpa da Dilma enquanto a falta de água é só culpa da seca.

Veja matéria do Valor

http://www.valor.com.br/brasil/3617056/seca-leva-industria-paulista-fechar-3-mil-postos-no-ano-diz-fiesp

CAMPINAS  -  O problema da falta de água já afeta a produtividade e causa demissões no setor industrial paulista, afirmou o diretor de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Eduardo San Martin.
Segundo ele, as indústrias instaladas na região da Bacia do PCJ – formada pelos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí e que compreende mais de 70 municípios paulistas, entre eles Campinas, e uma população de 5,5 milhões de pessoas – estão reduzindo a produção, mas evitam divulgar números negativos.
“A escassez de água está levando à redução da produtividade, sim. Não há números oficiais, as empresas são cautelosas na divulgação dessas informações, mas esse problema já chegou até nós. Existem empresas que já eliminaram um turno de produção, há vários exemplos negativos para o desenvolvimento produtivo da região: 3 mil postos de trabalho deixaram de existir por causa desse problema”, afirmou o executivo da Fiesp.
San Martin disse também que indústrias estão deixando de se instalar na região por causa da demora na liberação de outorgas para a captação de água, problema que também impede que empresas ampliem suas atividades. “Estão deixando de se instalar na região da Bacia do PCJ porque não recebem licença ambiental para se instalar, não conseguem licen ça para captar água. Região também está perdendo empresas pela mesma razão”, acrescentou San Martin.
Pesquisa
Levantamento divulgado pela Fiesp nesta quinta-feira durante seminário sobre escassez de água na região do PCJ mostra que, em cada três empresas, duas estão preocupadas com possível interrupção no fornecimento. A possibilidade de um racionamento de água ainda neste ano é um fator de preocupação para 67,6% das 413 indústrias ouvidas pela pesquisa realizada pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp.
O levantamento foi feito entre os dias 12 e 26 de maio com 229 empresas de micro e pequeno porte (até 99 empregados), 140 de médio porte (de 100 a 499 empregados) e 44 de grande porte (500 ou mais empregados).
A pesquisa revela que são justamente as empresas de grande porte as mais preocupadas (75% ante 68,1% das pequenas e 64,3% das médias).
Já pensando nas consequências de uma interrupção no fornecimento de água, 64,9% das empresas avaliam que a medida teria impacto sobre seu faturamento: 17,9% avaliam que o impacto seria “forte” enquanto para 47% seria “pequeno”.
As empresas de grande porte foram as que mais indicaram impacto sobre o faturamento: “pequeno impacto” para 50% das grandes ante 48,9% das pequenas e 42,8% das médias; “forte impacto” para 29,5% das grandes ante 17,9% das pequenas e 14,3% das médias.
Das indústrias ouvidas, 62,2% indicaram que a produção pode ser prejudicada, mas não precisa ser interrompida em caso de racionamento. Para 11,9%, a produção é paralisada apenas no momento da interrupção e retomada em seguida. Já 12,1% responderam que a produção não seria afetada.
E das empresas que participaram da pesquisa, 54,5% não possuem uma fonte alternativa de água, enquanto 21,8% possuem e são capazes de manter a produção durante eventuais interrupções, enquanto 20,8% não dependem do sistema de abastecimento de água.


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Você trocaria doce de leite por merda

Tá difícil para os eleitores de Aécio justificarem sua opção. Nem eles acreditam nas promessas do Aécio. Muitos votam nele porque são contra o bolsa família, mas Aécio diz que é totalmente a favor do programa e foi seu partido quem criou.

O argumento mais forte que vejo por aí é simplesmente a alternância de poder. Concordo, deve-se ter a possibilidade de trocar o governo se este for ruim. Mas não devemos simplesmente pela alternância trocar um governo regular por um muito ruim.

Você vai comer merda porque onde comeu doce de leite se o doce ainda é opção?

Alckmin envia ofício com duras críticas à ONU

O governador Alckmin, ou melhor, o presidente do Tucanistão, enviou ofício questionando capacidade técnica da ONU para discutir mudanças climática e gestão hídrica.

Chuchu deve achar que o PT aparelhou a ONU e seus relatórios são encomendados para peças da campanha da Dilma.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/10/1535728-alckmin-ataca-onu-por-critica-sobre-falta-de-agua-em-sao-paulo.shtml