quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Alckmin, um governo obscurantista

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A notícia de que o governador Geraldo Alckmin irá acabar com a CEPAM (Centro de Estudos e Pesquisas da Administração Municipal) e com a Fundap, é o fecho de uma política obscurantista que passou a dominar São Paulo nas últimas décadas.
Começou no primeiro governo Mário Covas. Houve o esvaziamento de várias instituições mas imaginava-se que passageiro, enquanto se completava o ajuste fiscal.
Com a ascensão de Geraldo Alckmin e, depois de José Serra, completou-se o quadro de desmanche. Fundações estaduais foram aparelhadas - da mesma maneira que os tucanos apontam para os petistas no âmbito federal.
Serra colocou apaniguados na USP, no Instituto Butantã, no Memorial da América Latina, na Fundação para o Desenvolvimento da Educação. No caso do FDE, mudou totalmente sua missão - a de construir e reformas escolas - para que pudesse adquirir assinaturas de revistas e compras milionárias da empresas amigas. Tirou o brilho da OSESP (Orquestra SInfônica do Estado de São Paulo), do Conservatório de Tatuí, da Universidade Livre de Música, dos institutos de pesquisa. E Alckmin completou o desmonte, com uma visão administrativa anacrônica até para cidades de interior.
Mais do que nunca a gestão das cidades, os modelos administrativos avançam no mundo todo, tornando as pesquisas e o planejamento peças cada vez mais centrais nas administrações públicas. O fechamento das duas instituições se faz sob o silêncio cúmplice do Estadão, certamente com o velho Júlio Mesquita remoendo na tumba: o jornal criado pelo grupo político que montou a USP é cúmplice do maior assassinato intelectual da história do Estado.

Juiz do Piauí suspende aplicativo Whatsapp no Brasil

O judiciário tá uma vergonha. A maior pena para um juiz que for pego em crime é a aposentadoria ganhando uma bolada.


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Jornal GGN – O juiz Luiz Moura, da Central de Inquéritos da Comarca de Teresina, determinou que o aplicativo Whatsapp seja suspenso em todo o território nacional, em mandado expedido no último dia 11. Segundo informações dadas pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí, a ordem foi expedida em virtude de descumprimento de decisões judiciais anteriores por parte do provedor de aplicação de internet Whatsapp.
A responsável pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente da Policia Civil, delegada Kátia Esteves, que foi designada para chefiar as investigações, declarou à imprensa que é possível que o aplicativo seja retirado do ar. Na entrevista, a delegada não confirmou se decisão está relacionada à exposição da imagem de crianças e adolescentes. Segundo ela, como o processo corre em segredo de Justiça, ela não pode dar informações adicionais sobre o inquérito.
"Com o Marco Civil da Internet, basta que o serviço esteja sendo oferecido no Brasil – e ele está sendo oferecido – e ter representante no país", para que possa ser suspenso", explicou a  delegada. "No caso, o representante no Brasil do Whatsapp, apesar de ser uma empresa americana, é o Facebook."
O Whatsapp foi adquirido pelo Facebook no ano passado, mas tem, segundo este, administração independente. Sobre a decisão da Justiça do Piauí, a empresa não se manifestou.
Os processos tiveram início em 2013 e o mandado judicial, segundo nota da secretaria, foi encaminhado aos provedores de infraestrutura, responsáveis pelo envio e recebimento de dados, e para os provedores de conexão, incluídas as operadoras de telefonia móvel.
Nem Sinditelebrasil nem operadoras de telefonia se posicionaram sobre a decisão da Justiça.
Com informações da Agência Brasil.

Ato contra governo de Beto Richa leva multidão às ruas no Paraná

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Do PSOL Nacional
 
 
Trabalhadores da Educação e de outras categorias do serviço público promoveram nesta quarta-feira (25) uma grande marcha no centro de Curitiba
 
Por Leonor Costa
 
Em greve há 17 dias, os professores da rede estadual do Paraná mantêm a disposição de continuarem com os trabalhos paralisados enquanto o governo de Beto Richa, do PSDB, não atender todas as reivindicações da categoria. O ano letivo nas escolas públicas do Estado ainda não começou e não há previsão de quando as aulas terão início.
 
O principal motivo da paralisação é o atraso no pagamento do salário dos professores, que já duram meses, e os cortes promovidos pelo governo tucano nos investimentos em Educação. Cerca de 29 mil professores que eram contratados temporariamente foram demitidos e continuam sem receber o salário.
 
Outras categorias do funcionalismo público que também estão sendo afetadas pelas medidas de Richa aderiram ao movimento, como os servidores da Saúde, da Defensoria Pública, do Detran e das universidades estaduais.
 
Nesta quarta-feira (25), mais de 30 mil trabalhadores reuniram-se nas praças Rui Barbosa e Santos Andrade, na região central de Curitiba, para um ato de protesto contra o governo. Os manifestantes seguiram em passeata até a Catedral de Curitiba e depois foram para o Centro Cívico, onde fica a sede do governo.
 
Segundo a professora Tábata Gomes, presidente do PSOL-PR, o governo estadual segue a mesma lógica do governo Dilma, que logo após as eleições adotou políticas de austeridade, realizando cortes em direitos trabalhistas e passando a conta da crise para os trabalhadores. Ela explica que Beto Richa, reeleito ainda no primeiro turno do pleito do ano passado, apresentou, antes do início do novo mandato, medidas de ajustes tributários, aumentou impostos, como o IPVA, e promoveu cortes no orçamento público, sendo R$90 milhões só na Defensoria Pública.
 
“Richa aplicou uma reestruturação na rede estadual de ensino que retirou as condições mínimas que já possuímos hoje para o funcionamento das escolas: fechamento de mais de duas mil turmas; fim de programas e projetos como ‘sala de apoio’, ‘mais educação’, cursos de línguas, serviço de atendimento a estudantes em hospitais; demissão de 10 mil funcionários PSS (regime de contrato temporário); deixou de nomear 1463 educadores já aprovados em concurso público, trazendo a superlotação das turmas (chegando a 45 alunos por turma); calote aos 29 mil educadores PSS, que estão sem receber a rescisão do contrato, e aos demais servidores, que não receberam o 1/3 de férias, além do calote nas escolas ao não repassar desde outubro o dinheiro destinado a obras e compra de merenda”, explica a professora, que participa ativamente da greve.
 
A dirigente do PSOL ressalta, ainda, que a indignação dos trabalhadores aumentou quando, pouco antes do início do ano letivo, o governador apresentou dois projetos de lei (06/2015 e 60/2015) para serem votados em poucas horas, que promoviam ataques ao plano de carreira dos educadores, cortes no auxílio transporte, entre outras mudanças. A medida promovia, ainda, alterações que permitiam ao governo utilizar 8 bilhões da previdência dos servidores, estabelecendo teto para a aposentadoria, com fundo complementar privado.
 
Greve forte
A adesão dos professores à greve faz com o que movimento seja considerado histórico, em relação a paralisações anteriores. Atualmente, 100% das escolas estão paradas. “Passamos pelo carnaval com muita luta e mantivemos a resistência. Desde o início do movimento grevista, professores e funcionários atuam intensamente com passeatas e panfletagens para diálogo com a população e, inclusive, experimentam ações radicalizadas pelo estado, como trancamento de rodovias, ocupação de praças de pedágio e da ponte que liga o Brasil ao Paraguai, na cidade de Guaíra”, explica Tábata.  
 
A força do movimento pôde ser visto no dia 10 de fevereiro, quando o governo, que tem maioria na bancada parlamentar, tentou aprovar os projetos de lei 06/2015 e 60/2015 por meio de comissão geral (um mecanismo que permite que em poucas horas projetos sejam aprovados sem debate nas comissões previstas para tramitação e sem ouvir a população). Na ocasião, 20 mil educadores e outras categorias do serviço público, que também entraram em greve, ocuparam a Assembleia Legislativa e impediram a votação dos projetos.
 
Os grevistas mantiveram a ocupação até o dia 12 de fevereiro, ainda mantendo o enfrentamento, já que os deputados da base do governo tentaram novamente votar os projetos, às escondidas, no restaurante do prédio anexo. “Novamente nossa categoria fez história. Com cerca de 20 mil educadores e servidores reunidos, enfrentamos a tropa de choque, superando o derrotismo da direção sindical que já se dava por entregue, e garantimos a retirada do projeto de votação. Com o compromisso que nunca mais seriam apresentadas propostas em comissão geral, os projetos de lei seriam reavaliados e as alterações no plano de carreira dos educadores estavam canceladas”, conta a professora e presidente do PSOL-PR.
  
Mesmo com toda a força do movimento, o governador Beto Richa estabeleceu o processo de negociação somente quando a greve já atingia o seu 10º dia. “Foi preciso muita pressão para que o diálogo fosse estabelecido”, explica Vinícius Prado, agente educacional e também militante do PSOL.
 
Segundo ele, é possível considerar que houve avanço em alguns pontos da negociação, como o pagamento dos atrasados dos professores temporários. No entanto, há o impasse em torno de algumas questões consideradas centrais pela categoria, como a previdência privada e o investimento em estrutura das escolas. “O maior entrave diz respeito justamente à previdência, pois se passado o projeto inicial, significaria um ‘alívio’ de gastos para os cofres públicos de cerca de 250 milhões por mês. O governo já informou que planeja reapresentar o projeto sobre a previdência na segunda-feira, dia 2 de março . Resta a nós, impedirmos essa nova tentativa de ataque aos servidores públicos, através da organização e da luta”, pontua Vinícius.
 
No final desta manhã, enquanto acontecia a marcha dos trabalhadores no centro de Curitiba, representantes do governo receberam lideranças da greve para mais uma rodada de negociação (até o fechamento desta reportagem a reunião ainda não havia se encerrado). Também está prevista para a tarde desta quarta-feira uma reunião do Fórum de Entidades Sindicais com representantes do governo estadual.
 
Nesta quinta-feira (26) de manhã ocorrerá uma reunião do Conselho Estadual da APP, com representantes de base da categoria. O objetivo desse encontro é avaliar o resultado das negociações de hoje entre o governo e os trabalhadores e convocar uma assembleia da categoria, provavelmente para o sábado (28).   
 
Oposição sindical
Os trabalhadores da Educação ligados ao PSOL e a outros coletivos de esquerda participam das atividades promovidas pela APP-Sindicato (Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Paraná) organizados em um bloco de oposição. A partir deste bloco, conforme explicam Tábata Gomes e Vinícius Prado, é possível construir ações unificadas de enfrentamento, em contraponto ao “sindicalismo de gabinete” promovido pela atual direção sindical.
 
“Os militantes do PSOL estão atuando efetivamente na construção da greve, participando dos comandos regionais em várias partes do estado, e em todos os espaços que conseguimos garantir a nossa participação”, explica Tábata.
 
Pauta de reivindicações dos professores em greve
- Retirada imediata dos projetos de lei que atacam a educação e os servidores públicos: 06/2015 e 60/2015.
- Retomada do número de pedagogos(as), funcionários(as) e direção, de acordo com os parâmetros de 2014.
- Pagamento dos atrasados. Pagamento da rescisão dos PSS, ? de férias, promoções e progressões.
- Implementação das promoções e progressões atrasadas.
- Pagamento do repasse do Fundo Rotativo às escolas, devido desde outubro de 2014.
- Reabertura dos projetos e programas educacionais que foram encerrados: Curso de Línguas, SAREH, Mais Educação, Salas de Apoio.
- Diminuição do número de alunos por turma. Reabertura das turmas com nova distribuição de aulas.
- Contratação dos 1463 concursados nomeados que não tomaram posse.

Para alemães, comunismo é boa ideia

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Jornal GGN – Um estudo realizado por um instituto de pesquisas alemão a pedido da Universidade Livre de Berlim apontou que para 60% dos cidadãos não há uma democracia verdadeira no país. Além disso, uma em cada três pessoas entrevistada acredita que o capitalismo leva à pobreza e à fome.
Tem mais. 37% dos residentes do lado ocidental da Alemanha, e 59% do lado oriental, acham que o comunismo e socialismo é uma boa ideia, mas que até agora foi mal executada.
Enviado por Assis Ribeiro
Da Deutsche Welle
Estudo mostra que um em cada quatro cidadãos acredita que o país está no caminho de uma nova ditadura. Para um terço dos entrevistados, capitalismo inevitavelmente leva à pobreza e à fome.
Cartazes da propaganda eleitoral na Alemanha
Mais de 60% dos alemães consideram que não há uma democracia verdadeira na Alemanha. A culpa seria da influência da economia, que teria mais força do que os eleitores. Esse é o resultado de uma pesquisa de opinião realizada pelo instituto Infratest Dimap, a pedido da Universidade Livre de Berlim, e publicada nesta terça-feira (24/02).
Segundo o relatório, uma a cada três pessoas está convencida de que o capitalismo inevitavelmente leva à pobreza e à fome. Além disso, 37% dos residentes do lado ocidental da Alemanha e 59% do lado oriental classificam o comunismo e o socialismo como uma boa ideia, mas que, até agora, foi mal executada.
Um quinto da população alemã pede por uma revolução, sob o argumento de que as reformas políticas não melhoraram as condições de vida. Devido ao aumento da vigilância dos cidadãos, a Alemanha estaria no caminho de uma nova ditadura, responderam 27% dos entrevistados.
No entanto, de acordo com os autores do estudo, o resultado mais surpreendente é que apenas 46% dos entrevistados são favoráveis à manutenção do "monopólio de violência" – que reserva ao Estado o uso ou a concessão do emprego da força.
Além disso, o estudo chegou à conclusão de que 14% dos alemães no lado ocidental e 28% dos do lado oriental mantêm uma postura de esquerda radical ou esquerda extremista, somando um total de 17% da população do país.
Avaliados como extremista pelos pesquisadores são aqueles que desejam instaurar comunismo ou "democracia real" em detrimento do pluralismo e da democracia parlamentar. Aproximadamente 1.400 pessoas participaram da pesquisa. O estudo completo foi impresso em um livro.

Taxa de desemprego avança e atinge 5,3% em janeiro

Acorda dona Dilma, não vai ferrar com o povo feito tucano.

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Jornal GGN - A taxa de desemprego no mercado de trabalho brasileiro subiu 1 ponto percentual em janeiro ante o registrado em dezembro de 2014, passando de 4,3% para 5,3%, segundo levantamento elaborado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa se refere às pessoas sem trabalho na semana da pesquisa, mas que estão em busca emprego. Em comparação com o apurado em janeiro do ano passado, a alta foi 0,5 ponto percentual.
Segundo os dados divulgados, a população desocupada (1,3 milhão) aumentou 22,5% frente a dezembro (237 mil pessoas a mais) e 10,7% em relação a janeiro de 2014 (125 mil pessoas a mais), enquanto a população ocupada (23 milhões) caiu 0,9% em relação a dezembro (menos 220 mil pessoas) e ficou estável na comparação com janeiro de 2014. A população não economicamente ativa foi estimada em 19,3 milhões, mantendo-se estável em relação a dezembro e crescendo 2,9% frente a janeiro de 2014 (mais 551 mil pessoas).
Ao mesmo tempo, o nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa) foi estimado, em janeiro de 2015, em 52,8% para o total das seis regiões investigadas, ficando 0,5 ponto percentual abaixo do resultado do mês anterior. No confronto com janeiro do ano passado, esse indicador também registrou queda (de 53,7% para 52,8%). Regionalmente, na comparação mensal, Porto Alegre (-1,1 p.p - ponto percentual) e São Paulo (-0,8 p.p.), mostraram retração no nível da ocupação. No confronto com janeiro de 2014, o cenário também foi de queda em Belo Horizonte (-1,7 p.p) e São Paulo (-1,5 p.p.).
Na análise do contingente de ocupados por grupamentos de atividade, para o conjunto das seis regiões, de dezembro de 2014 para janeiro de 2015, foi observada estabilidade em quase todos os grupos, exceto no da Educação, saúde, administração pública (-3,2%). Em comparação com janeiro de 2014, verificou-se retração na Indústria (-6,0%) e elevação nos Outros serviços (3,6%).
Regionalmente, a análise mensal mostrou que a taxa de desocupação aumentou em quatro das seis regiões analisadas: em Recife, passou de 5,5% para 6,7%; em Salvador, passou de 8,1% para 9,6%; em Belo Horizonte, passou de 2,9% para 4,1%; em São Paulo, passou de 4,4% para 5,7% e nas demais regiões não variou. Em relação a janeiro de 2014, a taxa variou nas regiões metropolitanas de Salvador e Porto Alegre (passou de 8,0% para 9,6% na primeira região e na segunda de 2,8% para 3,8%).
Na análise regional, o contingente de desocupados em comparação a dezembro subiu em Belo Horizonte (41,5%), São Paulo (31,6%), Recife (21,7%) e Salvador (20,6%), ficando estável no Rio de Janeiro e em Porto Alegre. No confronto com janeiro de 2014, a desocupação aumentou 39,1% em Porto Alegre e 28,2% em Salvador. Nas demais regiões, não houve variação.

PSDB quebra o Paraná

Da CartaCapital
Eleito governador do Paraná em 2010 sob a bandeira do “choque de gestão” e reeleito em 2014 no primeiro turno, o tucano Beto Richa conseguiu quebrar o estado. Não há dinheiro para pagar servidores ou consertar as viaturas policiais. O rombo não se explica pela falta de receita, pois o governo estadual viu a verba crescer quase 60%, de 24,2 bilhões para 38,6 bilhões de reais nos últimos quatro anos. Mesmo assim, o estado fechou o ano passado com um déficit de 4,6 bilhões.
Confira no texto de René Ruschel | http://bit.ly/1zJRsfX

IGP-M desacelera e fecha fevereiro em alta de 0,27%

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Jornal GGN - O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) encerrou o mês de fevereiro em alta de 0,27%, abaixo dos 0,76% registrados em janeiro, de acordo com levantamento divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em fevereiro de 2014, a variação foi de 0,38%. Em 12 meses, o IGP-M registrou alta de 3,86%.
Um dos destaques do período ficou com o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que passou de 0,56% em janeiro para -0,09% em fevereiro. O índice relativo aos Bens Finais variou 1,18% em fevereiro, abaixo do total de 1,57% em janeiro, com destaque para o desempenho do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de 11,74% para 7,03%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 0,41%. Em janeiro, a taxa foi de 0,59%.
No caso do grupo Bens Intermediários, a variação caiu de 0,51% em janeiro para -0,35%, afetado pelo movimento do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de 0,32% para -0,88%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou -0,21%, ante 0,48%, em janeiro.
No estágio inicial da produção, o índice do grupo Matérias-Primas Brutas variou -1,32%, ampliando o ritmo de queda já registrado em janeiro, quando a variação foi de -0,60%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram soja em grão (de -0,74% para -6,39%), suínos (de 0,21% para -13,08%) e bovinos (de 1% para 0,48%). Em sentido oposto, destacam-se minério de ferro (de -5,62% para -3,52%), leite in natura (de -2,52% para -0,39%) e laranja (de -7,46% para -2,60%).
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 1,14%, abaixo do total de 1,35% visto em janeiro. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice reduziram suas taxas de variação, sendo que a principal contribuição partiu do grupo Alimentação (de 1,66% para 0,92%), afetado pelo comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 13,68% para 4,58%.
Os outros grupos que perderam força no período de análise foram Educação, Leitura e Recreação (de 2,35% para 0,86%), Habitação (de 1,59% para 1,19%) e Comunicação (de 0,55% para 0,36%). Os destaques nestas classes de despesa partiram dos itens cursos formais (de 5,62% para 2,71%), tarifa de eletricidade residencial (de 7,29% para 3,68%) e pacotes de telefonia fixa e internet (de 1,74% para -0,05%), respectivamente.
Por outro lado, os grupos que ampliaram suas variações foram Transportes (de 1,48% para 2,60%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,31% para 0,39%), Despesas Diversas (de 1,26% para 1,49%) e Vestuário (de 0,00% para 0,04%). Nestas classes de despesa, os destaques partiram dos itens gasolina (de -0,39% para 4,25%), salão de beleza (de 1% para 1,14%), cigarros (de 1,96% para 2,46%) e roupas infantis (de -0,79% para 0,49%), nesta ordem.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,50% em fevereiro, abaixo dos 0,70% vistos em janeiro. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,77%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,62%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 0,26%. No mês anterior, este índice registrou taxa de 0,77%