domingo, 5 de julho de 2015

"Não" vence e Grécia rejeita proposta de credores

O bom senso venceu na Grécia. O que a troika estava impondo para a Grécia não é feito nem para país derrotado em guerra. O que a união Européia queria é que o governo grego fechasse escolas e hospitais e tungasse os aposentados (boa parte deles tem rendimentos na linha da pobreza). Enquanto isso, dinheiro para salvar banqueiro nunca faltou.

http://www.cartacapital.com.br/internacional/nao-vence-e-grecia-rejeita-proposta-de-credores-8483.html

por Redação* — publicado 05/07/2015 18h20, última modificação 05/07/2015 18h28
Mais de uma hora antes da divulgação oficial do resultado, a celebração da vitória do "não" já ocorria em Atenas
Makis Sinodinos
Gregos comemoram resultado do referendo e "não à austeridade"
Gregos comemoram resultado do referendo e "não à austeridade"


Os eleitores gregos rejeitaram, emreferendo realizado neste domingo 5, aspropostas dos credores internacionais – Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional. Com aproximadamente 80% das urnas apuradas, mais de 60% dos eleitores optaram pelo "não" e o cenário não pode mais ser revertido.
Nikos Filis, o porta-voz do Syriza, partido de esquerda que governa o país, afirmou que o resultado dá “força ao governo para se mover com rapidez e poder chegar a um acordo que normalize a situação do sistema bancário” da Grécia. 
Mais de uma hora antes da divulgação oficial do resultado, a celebração da vitória do "não" já ocorria na Praça Syntagma, em Atenas. Grupos de manifestantes chegaram ao local carregando milhares de bandeiras gregas. Nas avenidas próximas à praça, era possível ouvir buzinas de automóveis em sinal de apoio às projeções que apontam a vitória do não no referendo.
Cerca de 10 milhões de eleitores foram chamados a votar no referendo sobre se aceitam ou não as medidas de austeridade propostas pelos credores internacionais em troca de ajuda financeira ao país. Segundo a agência de notícias grega Amna, a participação eleitoral foi cerca de 65%, a mesma registrada nas eleições legislativas de janeiro.
Antes da apuração, as televisões gregas divulgavam projeções que indicavam vitória do "não" por margem reduzida, o que acabou se mostrando um equívoco.
Entenda a crise na Grécia?
crise teve início com a recessão, seis anos atrás. Os socialistas (Pasok) cederam a uma política econômica de austeridade imposta pela chamada “troika” (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional). Assim, obtiveram 110 bilhões de euros em 2010. No entanto, a situação do povo é desastrosa. Déficits públicos, desemprego, pobreza, queda de produtividade etc. No plano político, um dos resultados foi a demissão do então premier socialista George Papandreou, do Pasok, a legenda dominante no pós-Segunda Guerra Mundial. Papandreou, filho de Andreas Papandreou, fundador do Pasok, deixou o cargo em novembro de 2011.
O governo conservador do ex-primeiro-ministro Antonis Samaras, da Nova Democracia, em coalizão com o Pasok, continuou as reformas draconianas para manter a Grécia na Zona do Euro. Samaras achava que o programa de austeridade eventualmente renderia frutos. Não foi o caso. Eis um motivo importante: a taxa de juros tem sido mais elevada do que a de crescimento. Por essas e outras, Alexis Tsipras, líder da legenda radical de esquerda Syriza, venceu as legislativas de domingo 25. A prioridade do premier Tsipras é renegociar a dívida com os credores internacionais, e pôr um fim na política de austeridade.
*Com informações da Agência Brasil e Agência Lusa

A entrevista do Diretor de PF revela um país à mercê da “meganhagem”

http://tijolaco.com.br/blog/?p=28076


5 de julho de 2015 | 09:15 Autor: Fernando Brito
pfestadao
Certos atos têm mais importância por serem praticados do que pela forma com que são praticados.
A entrevista do Diretor da Polícia Federal, Leandro Daiello, ao Estadão é um destes.
O policial poderia, se desejasse uma entrevista sem dados e destinada a “não dizer”, ficar calado, como normalmente ficam os policiais.
Se falou, foi para dar sinais.
Esperto, Daiello trabalhou com uma “neutralidade formal que – ninguém chega a diretor da PF sendo ingênuo – permite o objetivo de sinalizar a seus subordinados o “liberou geral” para que sejam efetuados atos cada vez mais ousados de investidas contra o governo eleito da República.
Diante de uma pergunta sobre o que aconteceria se investigações chegassem ao ex-presidente Lula ou à presidenta Dilma, poderia ter dito o que até os promotores da Lava Jato e o juiz Sérgio Moro têm dito: que ambos não estão sendo investigados. Mas preferiu uma mentira polida – “nós investigamos fatos, aonde os fatos vão chegar é consequência da investigação” – e um retumbante (e oco, claro) “doa a quem doer”.
É o suficiente para sinalizar o “liberou geral” para ao exercício da “meganhagem” atrás dos “grandes prêmios”.
Depois, outras frases de “valor absoluto”: “A PF, por sua doutrina, é imune a qualquer tipo de pressão. Não nos interessa quem está sendo investigado, mas fazer uma investigação competente, com provas robustas.”
O que, é claro, não valeu para Daniel Dantas, não é?
Nem para tudo o que se relatou no “Privataria Tucana”…
E a escuta clandestina, comprovada pelo encontro de equipamentos, encoberta por uma sindicância fajuta e apontada, em depoimento, por um agente e um delegado da própria PF, é tratada com impressionante calma: “Toda e qualquer conduta duvidosa é apurada de imediato pela Corregedoria. Estamos apurando se o fato existiu e se foi ilícito administrativo ou penal.”.
Poderia ter dito: “estamos identificando as responsabilidades e, caso se confirme uma ação ilegal dentro da sede Polícia Federal, os eventuais responsáveis serão afastados e punidos “. Dispensava-se até o “doa a quem doer”, doutor…e não reclame se isso for interpretado como um “calma, não vai dar nada”.  Porque, afinal, já não deu, na primeira sindicância, não é?
Mas é ao Ministro da Justiça, certamente, a quem o Dr. Daiello, reserva o maior – talvez por merecimento – o maior papel de bobo.
O ministro da Justiça não é seu chefe?
O ministro da Justiça é o responsável pela PF, mas na esfera administrativa. As ações da PF na esfera de investigação são feitas no limite da lei.
Então, o que tanto o senhor conversa com o ministro da Justiça? O senhor vive no ministério…
Assuntos correlatos à PF, fronteira, tráfico de drogas, equipamentos novos…
E investigação do PT, das campanhas da presidente?
O ministro tem conhecimento de uma investigação no dia em que a operação é desencadeada, logo após as buscas e prisões. O diretor-geral, nesse momento, informa ao ministro o que esta acontecendo, mas só nesse momento.”
Jura, Doutor?
Antes só ficam sabendo a Veja, a Globo, os repórteres escolhidos para os vazamentos, essa turma… Coisa que o Doutor não menciona porque, afinal, não existe, não é?
Entrevistas que não dizem nada, em geral, querem dizer muita coisa.

Diretor da PF ao Estadão: estamos prontos para o golpe

http://www.ocafezinho.com/2015/07/05/diretor-da-pf-ao-estadao-estamos-prontos-para-o-golpe/


policia-capa
O Fernando Brito, do Tijolaço, escreveu há pouco sobre a entrevista do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, ao Estadão.
Eu vou pegar o raciocínio de Brito e radicalizá-lo.
A entrevista de Daiello é típica da conjuntura atual, em que todas forças políticas de oposição, aí incluindo um setor aparentemente já hegemônico dentro da Polícia Federal, trabalham em harmonia para derrubar o governo.
Em resumo, Daiello disse o seguinte: "Estamos prontos para o golpe, e o ministro da Justiça não vai poder fazer nada".
E dá sinal verde para os delegados federais da seção Paraná desempenharem a sua parte no teatro da Lava Jato.
Sintomático que a entrevista se dê imediatamente após ao processo de auto-fritagem que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, protagonizou semana passada.
Cardozo deu entrevista, aos órgãos do golpe, em que fazia acusações a seu próprio campo político.
Ou seja, colaborou para o processo de criminalização do PT. E isso no auge da maior crise de imagem já vivida pelo partido.
Cardozo foi leviano, irresponsável e, sobretudo, traidor.
As críticas à maneira como a Lava Jato vem sendo conduzida não são apenas do PT.
Eu não sou do PT, por exemplo, e a critico.
A OAB não é petista e critica.
A comunidade jurídica não é petista e critica.
Um dos maiores penalistas do mundo, ex-ministro da suprema corte da Argentina, Raul Zaffaroni, não é petista e chamou a Lava Jato de golpe de Estado. Como a entrevista não foi publicada na Veja, nem no Globo, e sim na Carta Maior e no Cafezinho, o ministro da Justiça não deu bola.
Se um zé ruela acusar o ministro no Estadão, ele responde na hora, talvez com uma entrevista à TV Veja. Se o ex-ministro da suprema corte argentina e um dos maiores penalistas do mundo dá entrevista à mídia alternativa, Cardozo finge ignorar.
Até mesmo alguns setores da direita, que prefiro nem citar aqui, estão criticando o fascismo judicial por trás da Lava Jato.
Sergio Moro e os procuradores praticam chantagem e ameaça judicial, envolvendo até mesmo a família dos réus, para forçar delações premiadas, as quais são tratadas como provas e vazadas seletiva e ilegalmente à imprensa.
Réus são presos e depois a PF vai atrás de provas para incriminá-los. Qualquer coisa serve.
O ministro da Justiça lavou as mãos. E fez questão de fazê-lo na frente de todos.
Para cúmulo da cretinice, ainda vaza essa nota para Monica Bergamo, da Folha:
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É como se Cardozo não tivesse sequer o pudor de afirmar ao mundo: sou covarde mesmo, e daí?
O ministro da Justiça é mostrado como fraco, sem apoio no próprio partido (e o partido é mostrado como vilão, pelo próprio ministro), e covarde, com medo de apupos de algum zumbi midiático.
Em seguida, o diretor da Polícia Federal é mostrado como forte, o que significa mais um passo na direção de um golpe branco, preparado nos mínimos detalhes, e com várias frentes de ataque.
TCU, TSE, PF, Procuradoria, grande imprensa, houve um recrudescimento brutal dos ataques golpistas nas últimas semanas.
Estão cercando o governo por todos os lados, tentando asfixiá-lo com objetivo de violar a soberania do voto.
Estão tentando fazer rigorosamente o mesmo que Eduardo Cunha: não aceitando a derrota eleitoral e dispostos a dar um golpe parlamentar.
O governo permanece mudo, amedrontado, cumprindo apenas agendas conservadoras, afastando, com isso, as forças que poderiam lhe apoiar, como os movimentos sociais, sindicatos, militância de esquerda e o povão.
Também não cria uma agenda criativa e inteligente voltada à classe média, tratada estupidamente como um capital "já perdido".
O resultado é a erosão do capital político do governo junto às suas próprias bases.
O Brasil deve ser o único país do mundo onde a polícia política conspira e trabalha contra o próprio governo.
Enquanto isso, todas as grandes investigações da PF, notadamente aquelas ligadas à sonegação, sumiram do noticiário.

Depoimento de dono da UTC expõe PSDB e partidos da oposição

http://jornalggn.com.br/noticia/depoimento-de-dono-da-utc-expoe-psdb-e-partidos-da-oposicao


Jornal GGN - Ricardo Pessoa, dono da UTC/Constran, pode atrapalhar os planos dos partidos de oposição de levar adiante uma manobra para conseguir o impeachment da presidente Dilma. Durante uma gravação de depoimentos, realizados após aceitar acordo de delação premiada, Pessoa apontou 15 partidos que teriam recebido doações da empreiteira com recursos ilícitos, incluindo PSDB e DEM. 
A estratégia delineada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) para derrubar à força a presidente Dilma Rousseff agora tem um complicador; os depoimentos de Ricardo Pessoa, dono da UTC/Constran, em sua delação premiada são bem mais amplos do que se imaginava; Pessoa implicou nada menos que 15 partidos ao falar de suas doações com recursos ilícitos, incluindo o PSDB, presidido por Aécio, e o DEM, de artífices do golpe, como os senadores Ronaldo Caiado (DEM/GO), denunciado por caixa dois pelo ex-companheiro Demóstenes Torres, e Agripino Maia (DEM/RN), investigado no Supremo Tribunal Federal pelo recebimento de propinas; para o PSDB, no entanto, apenas os trechos da delação que citam a campanha da presidente Dilma Rousseff merecem fé pública?; será que cola?
4 de Julho de 2015 às 00:38
247 – Ventríloquo de Aécio Neves (PSDB-MG), o senador Cássio Cunha Lima (PSDB/PB) marcou a data para o início da derrubada da presidente Dilma Rousseff: 14 de julho, quando Ricardo Pessoa, dono da UTC/Constran irá depor no Tribunal Superior Eleitoral sobre suas doações à campanha presidencial de 2014.
“Acreditamos firmemente que, já no próximo semestre, haverá o julgamento que poderá cassar o diploma da presidente Dilma Rousseff e o do vice-presidente Michel Temer. Assume, pelo comando constitucional, por três meses, o presidente da Câmara”, disse Cunha Lima, apostando que a investigação no TSE será a base para o impeachment (leia mais aqui).
No entanto, o projeto golpista tem um novo obstáculo. Nesta sexta-feira, o Jornal Nacional noticiou que a delação de Ricardo Pessoa é bem mais ampla do que se supunha. O dono da UTC/Constran implicou nada menos que 15 partidos ao falar de suas doações com recursos ilícitos, incluindo o PSDB, presidido por Aécio, e o DEM, de artífices do golpe, como os senadores Ronaldo Caiado (DEM/GO), denunciado por caixa dois pelo ex-companheiro Demóstenes Torres, e Agripino Maia (DEM/RN), investigado no Supremo Tribunal Federal pelo recebimento de propinas de R$ 1,1 milhão.
Embora tenha noticiado o caso, e citado PSDB e DEM, a imprensa familiar tem dado mais ênfase às falas de Pessoa que envolvem a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula (confira, por exemplo, a reportagem do Estado de S. Paulo).
No entanto, será muito difícil convencer juízes e ministros de tribunais superiores que a delação premiada de Ricardo Pessoa só merece fé pública quando atinge a presidente Dilma Rousseff e o PT, como desejam Aécio e seus parceiros no golpe.
Os depoimentos do empresário escancaram uma dura realidade: o financiamento empresarial de campanhas atinge todos os partidos e é um mal que deveria ser combatido por toda a sociedade. O discurso hipócrita e golpista de Cunha Lima, que já foi cassado por compra de votos, encontrou um duro obstáculo pela frente.

Navio-plataforma é entregue com 65% de conteúdo local

http://jornalggn.com.br/noticia/navio-plataforma-e-entregue-com-65-de-conteudo-local


 
Jornal GGN - A área de Iracema Norte, do campo de Lula, polo do pré-sal na Bacia de Santos, litoral carioca, recebeu na última sexta-feira (03) o navio-plataforma Cidade de Itaguaí. A embarcação tem capacidade de produção de 150 mil barris e compressão de 8 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia e, nas próximas semanas, será conectada a oito poços produtores e nove poços injetores para começar a trabalhar no terceiro trimestre deste ano. 
 
O Cidade de Itaguaí foi construído com 65% de conteúdo local, ou seja, de peças e equipamentos produzidos por empresas brasileiras. Foram 12 módulos construídos no país, 10 deles no canteiro da Empresa Brasileira de Engenharia (EBE), em Itaguaí (RJ), e dois no canteiro da Schahin, em São Sebastião (SP). Já a integração dos módulos foi feita no estaleiro BrasFELS, em Angra dos Reis.
 
O navio irá atuar no bloco exploratório BM-S-11, onde a Petrobras lidera um consórcio que detém 65% da operação. A porcentagem restante é operada pela BG E&P Brasil Ltda (25%) e Petrogal Brasil SA (10%).
 
Dados do FPSO Cidade de Itaguaí:
 
· Processamento de petróleo: 150 mil barris/dia;
· Tratamento e compressão de gás: 8 milhões m³/dia;
· Tratamento de água de injeção: 264 mil barris/dia;
· Capacidade de armazenamento: 1,6 milhão de barris de óleo;
· Profundidade de água: 2.240 metros;
· Comprimento Total: 332 metros;
· Boca: 58 metros;
· Pontal (altura): 31 metros;
· Peso: 82 mil toneladas.
 
Com informações do Blog Fatos&Dados 

sábado, 4 de julho de 2015

BNDES pode ser proibido de financiar projetos no exterior

Comentário do Vlad: Nunca ví tanta burrice num lugar só. Quando um banco nacional financia um empreendimento de uma empresa nacional em outro país, isso é muito bom.

Aqui no Brasil as antas da oposição capitaneadas pelo PIG, querem criminalizar a exportação de serviços.

O que essa turma quer, destruir mais empregos e riquezas no Brasil?

http://jornalggn.com.br/noticia/bndes-pode-ser-proibido-de-financiar-projetos-no-exterior

Proposta que proíbe o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de financiar projetos e obras de engenharia e infraestrutura em outros países ou conceder crédito a governos estrangeiros pode ser votada pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) na quarta-feira (8).
A proibição que poderá ser imposta ao BNDES foi sugerida pelo relator da proposta (PLS 145/2015), senador Davi Alcolumbre (DEM-AP). O texto original, de Ronaldo Caiado (DEM-GO), determina apenas que o banco deverá direcionar, obrigatoriamente, 35% de recursos a taxas subsidiadas para projetos que beneficiem as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Davi Alcolumbre alega que os países costumeiramente beneficiados com recursos do BNDES, como Cuba e Venezuela, têm passado por recorrentes problemas de escassez de divisas, o que torna esses financiamentos de elevado risco. Além disso, o senador argumenta que o papel do banco é promover o desenvolvimento do Brasil.
"Isso [financiar projetos em outros países] acaba por desvirtuar o papel da agência, de fomentar o investimento no país e reduzir as carências domésticas de financiamento de longo prazo", frisou.
Na reunião, marcada para começar às 9h, também pode ser votado o PLS 66/2014, do senador Paulo Bauer (PSDB-SC). A proposta extingue o limite não-edificável uniforme e pré-determinado de 15 metros de cada lado em rodovias e ferrovias, e passa a fixá-lo de acordo com cada situação. A altura das edificações nessas áreas seria igualmente definida conforme as características locais.
A CDR ainda deve discutir e votar emendas ao projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2016.

O republicanismo do Ministro José Eduardo Cardozo

http://jornalggn.com.br/noticia/o-republicanismo-do-ministro-jose-eduardo-cardozo

Tento há tempos terminar dois livros e não consigo. O trabalho diário não permite.
No meio do maior tiroteio político desde o impeachment de Collor, em entrevista ao Estadão, José Eduardo Cardozo diz se dedicar a uma tese de doutorado na prestigiosa Universidade de Salamanca.
É um privilégio, para este país de iletrados, ter na Justiça um Ministro intelectual, que dedica suas horas vagas a teses de doutorado.
Mas onde arruma tempo?
Os grandes Ministros da Justiça não batem ponto, não trabalham apenas em horário comercial. Especialmente quando há ameaças sobre seu governo, todos seus horários são dedicados à administração de crises. Mas Cardozo arruma tempo porque, seguindo o bacharelismo que marcou o país desde a monarquia, dedicar-se às luzes é mais nobre do que ao trabalho braçal, ainda que de Ministro.
Na entrevista concedida ao ˆEstadão", ele brada em bom tom seu republicanismo. E, como tal, define a não intervenção nos trabalhos da Polícia Federal - de quem ele é o chefe máximo.
Na própria entrevista ao jornal, Cardozo manifesta duas suspeitas de crimes que estariam ocorrendo, como se fosse um cidadão comum, e não o chefe maior da PF.
A primeira, dos vazamentos seletivos de inquéritos sigilosos. A segunda, a de que a UTC - e outras empreiteiras envolvidas na Lava Jato - pagaram propinas também a outros partidos.
O que ele fez para apurar os vazamentos, um dos quais, inclusive, quase decidiu as últimas eleições? Abriu um inquérito qualquer, que jamais chegará ao final.  O que ele faz para impedir novos vazamentos? Até agora, nada.
Em relação às propinas políticas para outros governos, os delatores ouvidos pela Lava Jato são os mesmos. Tendo oportunidade, efetivamente, de passar o país a limpo, a força tarefa  da Lava Jato direciona o interrogatório apenas para os esquemas da Petrobras e sobre o governo federal. Se tem suspeitas de ampliação dos crimes e não ordena à PF para ampliar as investigações, o Ministro prevarica.
A apuração geral das propinas políticas não visa encontrar álibi para ninguém. O PT se meteu na lama e sai indelevelmente manchado.
Mas há duas maneiras de atacar escândalos: quando a apuração é geral, obriga a mudanças de procedimentos políticos, administrativos; quando contempla só um dos lados, é golpe, hipocrisia, como ocorreu em outros momentos de "limpeza moral" do país.