domingo, 26 de julho de 2015

A interminável novela entre o PT e a velha mídia

http://jornalggn.com.br/noticia/a-interminavel-novela-entre-o-pt-e-a-velha-midia


Por Alexandre Tambelli
Fiz este pequeno apanhado Histórico dessa relação tão conturba entre a velha mídia oligopólica capitaneada pela Rede Globo e o PT de Dilma e Lula no Governo Federal e posto aqui. 
Entender a velha mídia nesse duelo interminável com o PT é entender os caminhos possíveis do Brasil no futuro. E os caminhos traçados contra a possível candidatura Lula - três anos e meio antes da Eleição de 2018.
A interminável novela entre PT X a velha mídia
2018 está longe.
Hoje o importante é ter consciência do papel de destaque da velha mídia na formação da opinião pública brasileira.
Até antes das jornadas de junho de 2013 existia uma situação de equilíbrio entre as opiniões públicas possíveis. A opinião pública pró-Governo e a midiática duelavam e o Governo Federal detinha um patamar de popularidade capaz de neutralizar o partidarismo midiático e sua narrativa anti-petista.
Quem estiver com a memória em dia sabe que o Governo Federal e o PT até as jornadas de junho de 2013 faziam pesquisas diárias (os famosos “trackins”) para saber da popularidade e aprovação da Presidenta e do Governo dela. Havia a diária comemoração do fato dos bons e ótimos chegarem ao patamar da tranquilidade de 60% ou mais. O patamar negativo ficava em torno de 20%.
Naquele tempo se acreditava que não era preciso uma Lei de Médios, porque mesmo com todo o partidarismo oposicionista e a transmissão ininterrupta do Julgamento do Mensalão o Governo Federal e seus aliados tinham aprovação alta e a prova da minha afirmação é: a base aliada em 2012 teve quase 80% dos votos nas eleições municipais.
A Presidenta da ANJ (Associação Nacional de Jornais) havia dito dois anos antes que a Imprensa brasileira agia como um partido político pela fragilidade das oposições naquele tempo, isto era 2010. Lei de Médios só traria dor de cabeça, mexer com a Rede Globo & Cia. para quê? Se não rende votos, pensou o Presidente Lula. Após veio a máxima da Presidenta Dilma: o controle remoto!
Era o tempo das vacas gordas. O Mensalão não havia atingido o eleitor, a velha mídia não tinha a seu favor uma situação capaz de destruir a reputação do Governo Federal, sua base aliada e do PT. As realizações concretas suplantavam o alarmismo da velha mídia, que se desenhava como a oposição sem voto, porque não disputava Eleição.
O PT e o Governo Federal se sentiram seguros em não mexer com o oligopólio midiático, porque nesse jogo que é o que importa: PT X Velha Mídia, tinha dado PT por 3 vezes seguidas, mesmo com toda a força oposicionista do oligopólio midiático capitaneado pela Rede Globo. O PT acreditou que é só utilizar-se dos comerciais/propagandas nas revistas, jornais, TV e Rádio que se teria o contraponto ideal.
Então, se a velha mídia escondia sobre as obras inauguradas pelo Governo Federal elas apareciam nos comerciais da TV como, por exemplo, são os casos do navio petroleiro João Cândido, da inauguração de ponte incrível feita em Manaus sobre o Rio Negro, etc.
Nenhuma ação governamental se fez no sentido de aproveitar a popularidade e aprovação do Governo para mexer no vespeiro, que é o oposicionismo desenfreado e sem limites do verdadeiro partido de oposição, que o ex-deputado Federal do PT da Bahia Fernando Ferro apelidou de PIG (Partido da Imprensa Golpista) e a blogosfera viralizou. A velha mídia continuava a narrativa quase solitária do Brasil para os brasileiros.
Vieram, então, em 2013, as jornadas de junho e os 20 centavos. Surgia uma insatisfação social para além da inclusão social via consumo. Começou-se a se questionar se havia terminado o ciclo de inclusão dos brasileiros via consumo num pacto entre a burguesia e a classe trabalhadora proletária, pacto iniciado no primeiro mandato do ex-presidente Lula.
Quem se lembra dessa época sabe que num primeiro momento a velha mídia ficou contrária aos manifestantes do MPL (Movimento do Passe Livre) e os seus 20 centavos. Eram baderneiros segundo o Arnaldo Jabor. Viraram em 1 semana, idealistas e o próprio Jabor passou a defende-los. Ali se fez uma primeira inversão da curva ascendente da popularidade do Governo Petista.
Até novela se deixou de transmitir para se mostrar manifestações dos jovens do MPL e jovens cooptados posteriormente, cooptados pela velha mídia, nas grandes cidades do País; manifestações editadas nos seus propósitos, que aos poucos transformaram os 20 centavos em um embate contra a corrupção e tendo como culpado central único: o Governo Federal. Era a nossa Primavera Árabe!
Os Black Blocks e a turma da Sininho apareceram para dar um tempero para as manifestações bem ao gosto de uma narrativa binária: jovens esquerdistas eram radicais. Enquanto, jovens idealistas eram os cooptados da velha mídia e a narrativa da corrupção.
Jovens “idealistas” de classes média e média-alta tradicionais, preferencialmente, anti-petistas de carteirinha, o protótipo dos jovens manifestantes do impeachment da Dilma em março e abril de 2015 e que o Jornalista Luciano Martins Costa apelidou de forma bem sucinta: os “midiotas”.
Nas jornadas de junho de 2013 se conseguiu diminuir a popularidade de Dilma e a aprovação do Governo Federal. Todo tipo de indignação de uma juventude sem uma consciência política apurada, muito mais idealista do que consciente de quem era o “grande inimigo” daquela juventude, foi televisionada e glamourizada e por dias e dias se construiu a primeira narrativa de que a população não estava satisfeita com o Governo Federal, Governo que semanas antes tinha aprovação alta.
O Governo Federal não tinha como se defender, para além, dos microfones do PIG, afinal esse Partido da Imprensa Golpista dominava em quase todo o Brasil e em todos os tipos de meios de informação a narrativa do País. Os lares brasileiros eram, ainda são, bem sabemos, viralizados pela notícia de que jovens brasileiros estavam cansados de tanta corrupção e desesperançados com seus futuros e que a juventude estava revoltada em uníssono contra o Governo Federal. Ah! Faltam Hospitais e Escolas! E os gastos da Copa! O não vai ter Copa viralizou. A PEC 137 apareceu nas passeatas, se tornou abaixo-assinado virtual dizendo que iria se tirar Poder de investigação do Ministério Público e o Congresso não a aprovou, teve apenas 9 votos favoráveis.
A velha mídia mostrou sua força e conseguia sua primeira vitória contra o PT. Não foi a vitória por nocaute, foi apenas por pontos e podemos dizer que os Juízes foram caseiros.
2014 chegou e a partida entre PT X velha mídia se intensificou. Já não havia mais os “trackins diários” e os índices do Governo Dilma não lhe davam uma vantagem segura. Era uma bolsa de apostas pau a pau.
A velha mídia ou o PIG, como queiram, queria porque queria tirar o PT do Poder em outubro de 2014.
Surge como uma luva a Lava-Jato. Feita de encomenda para a vitória de Aécio Neves o candidato do PIG travestido da legenda que pode competir de verdade numa Eleição: o PSDB. Aécio era o bom-moço com pinta de galã, o novo Salvador da Pátria.
Tudo o que se falava em 2014 pré-Eleição tinha como foco a Lava-Jato e a “corrupção na Petrobrás” e, a partir, das “delações premiadas” de corruptos confessos vazadas para o PIG e que por 24 horas diárias incriminavam de corrupção o PT e seus correligionários se tentava associar cada delação vazada ilegalmente e sem apuração devida à candidatura da situação.
A regulação econômica da Mídia aparece na campanha Eleitoral de Dilma. A ousadia da proposta tem seu preço cobrado.
3 dias antes da Eleição vem a capa da Veja: Dilma e Lula sabiam de tudo! Era a última cartada. A vitória se pensava favas contadas.
Criou-se da Lava-Jato um ódio ao PT, à Dilma e ao Lula nas classes média e média alta incurável.
Mas, Aécio Neves com quase toda mídia do País ao seu lado e o Judiciário aliado e idolatrado de Curitiba pelos anti-petistas perdeu para a Presidenta Dilma.
Na comemoração da vitória de Dilma e do PT, já em seu discurso primeiro ouve-se: - o povo não é bobo, fora Rede Globo! A velha mídia ouviu o grito dos petistas: vindo do fundo d´alma e sentiu o baque, e se descontrolou ainda mais. Não adviria uma regulação econômica da Mídia de jeito nenhum, deve ter sido a ordem que partiu do PIG.
O PT e Dilma venceram a máquina oposicionista capitaneada pela Rede Globo, máquina que detém mais de 80% das possibilidades de informação que o brasileiro comum pode obter sobre o Brasil e o Mundo via meios de comunicação: TV, Rádio, Revista, Jornal, Internet e etc. Dilma vence novamente o candidato do PIG e quase sem nenhuma mídia a favor dela. Uma vitória inacreditável!
As classes médias e médias altas tradicionais, principalmente do Sudeste e Sul ficam inconformadas com a derrota e não aceitam a vitória da Presidenta Dilma. Na mesma semana da vitória parcelas extremistas do eleitorado de Aécio Neves já saem às ruas para protestar o resultado eleitoral, a extrema-direita mostra o seu rosto e Deputado sai de arma na cintura para protestar. Lobão vira o herói do anti-petismo.
O Governo Federal venceu e se calou. Mesmo que quisesse falar à Nação estaria restrito à rede nacional de TV e Rádio, mas não quis se habilitar a utilizar deste recurso. Praticamente, só a voz “zonza da derrota e raivosa” da velha mídia se fez ecoar no Brasil inteiro.
Inconformado com a derrota o PIG patrocinou, sem nenhuma cerimônia, tentativas de modificar o resultado das urnas e fez de tudo para desqualificar a vitória e atrapalhar a governabilidade da recém-eleita, desde apoiar a fala e ações golpistas do candidato perdedor que pedia até recontagem dos votos, incentivo à desaprovação das contas de campanha da Presidenta reeleita, passando pelo apoio quase irrestrito da Eleição de um Deputado com mais de 20 processos na Justiça para Presidente da Câmara dos Deputados e sabido achacador, até televisionar apoiadores do Golpe contra o resultado das urnas em manifestações na Avenida Paulista, onde até defensores da volta de uma Ditadura Militar ao Poder eram chamados de democratas, convivendo lado a lado de gente que se manifestou segurando faixas com símbolos da suástica nazista e de gente que tirou fotos com ex-militares do Regime de 64. O tema impeachment virou a ordem do dia para boa parte dos eleitores de Aécio. Era, segundo a narrativa global, manifestações de patriotas e democráticos. Uma confraternização de gente honesta e pacífica. Imaginam o pacifismo de grupos pedindo Ditadura Militar e empunhando a suástica nazista?
O Governo Federal, neste período, se viu em meio à necessidade de um plano econômico conservador e que prevê corte de gastos públicos para alcançar um superávit primário, o que deixou descontente, não só o eleitorado da oposição, mas parcela significativa de seu próprio eleitorado, que sonhava com uma guinada do Governo Federal para a Esquerda. E, hoje, parte do seu próprio eleitorado cativo de esquerda, diz que foi traído, por causa do Plano Econômico visto como conservador e neoliberal.
Um Congresso Conservador não aprovaria um plano diferente do proposto, certamente, assim, pensou o Governo Federal. E se fez o Plano Levy sem dialogar com o eleitorado da Presidenta.
E as popularidades de Dilma, do Governo Federal e do PT desabaram, segundo pesquisas, a despeito de serem pouco confiáveis os números absolutos pelo exagero da casa de apenas 10% de aprovação, pois, são pesquisas associadas/parceiras da velha mídia, a mesma que é 24 horas do dia oposição.
E aqui se pode afirmar:
A falta de preocupação em fomentar canais para o contraponto das informações veiculadas na velha mídia cobra o seu descuido em 2015. A Judith Brito e a oposição midiática tem seu auge.
O jogo se alterou. O PIG ou como queiram a velha mídia obtém mais força que o PT, apesar de não ter todo o crédito que pensam que tem perante a opinião pública. Ficou mais difícil para a situação disputar a opinião pública sem mídia.
E neste quadro atual a velha mídia se aproveita do seu monopólio da informação e deste enfraquecimento significativo do PT, do Governo Federal e da Presidenta Dilma para evitar que volte ao Poder o ex-presidente Lula e quem sabe, seu sonho, ela consiga finalmente emplacar: eleger seu candidato em 2018. Lula tornou-se o alvo principal a ser abatido pelo PIG para concretizar seu sonho.
Anda valendo tudo nessa busca. De tudo acusam Lula, sem provas, diga-se de passagem.
Porém, fica claro, não temos como evitar a situação de macarthismo contra o ex-presidente, porque a velha mídia hoje consegue ser mais capaz de interferir na opinião pública e no Judiciário do que o Governo Federal é capaz, através de ações concretas, de conseguir aprovação e apoio para além do noticiário de crise e caos que os meios de comunicação hegemônicos veiculam 24 horas por dia.
Imagina a dificuldade de recuperação da aprovação do Governo Federal e da popularidade da Presidenta Dilma sem mídia, sem coragem de enfrentar a velha mídia e sem condições de realizar uma Lei de Médios (ao menos a regulação econômica) numa situação de PIB negativo, frise-se que é um fenômeno mundial e escamoteado do noticiário daqui, e de inflação acima da meta estipulada pelo Copom. Imaginaram?
A velha mídia está dando as cartas, atualmente, tem mais força e menos pudor a cada dia.
Saberemos mais para frente se o Governo Federal age certo em não bater de frente com este oligopólio da informação e de se calar quase sempre. E se poderão recuperar sua popularidade: a Presidenta Dilma, e sua aprovação: o Governo Federal.
Saberemos ainda se não anda dando, a velha mídia, o passo maior que a perna e perdendo o bonde da História. 2018 está longe.
O PIG pode perder de novo? E se decretar verídico o ditado: “quem ri por último ri melhor”?
Qual o custo para o Brasil desta interminável novela entre PT X velha mídia? Sobreviveremos com poucos percalços sociais e econômicos até 2018?
Fiquemos atentos aos próximos capítulos desta interminável novela entre PT X velha mídia, mas sem pressa de querer o resultado para hoje, porque o jogo é imprevisível.
Afinal, tanto já se decretou o fim do PT, e ele venceu em 2014 novamente, e agora, afastada as forças para qualquer golpe, pelo que tudo indica, vide o Manifesto dos 9 governadores do Nordeste, ficará a Presidenta Dilma até 2018 no Poder, completando, o PT, 16 anos à frente do Governo Federal.
E o PT, certamente, pode novamente virar este jogo e colocar o pêndulo novamente para a Esquerda, pois em nada mudou a fala de Judith Brito, a oposição continua fragilizada e o verdadeiro partido de oposição ainda é o PIG.
Esta é a novela mais prolongada da História, não é verdade?

CNMP aceita reclamação contra procurador que abriu investigação sobre Lula

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Da Agência Brasil
O Conselho Nacional do Ministério Público abriu uma reclamação disciplinar para apurar a conduta do procurador Valtan Timbó Mendes Furtado, da Procuradoria da República no Distrito Federal, responsável pela abertura de procedimento investigativo criminal contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por suposto tráfico de influência.
O processamento da reclamação foi determinado pelo corregedor do Ministério Público, Alessandro Tramujas Assad, após pedido feito pela defesa do ex-presidente. A partir de agora, o procurador tem dez dias para apresentar defesa. Procurado pela Agência Brasil, Valtan Timbó disse que não foi notificado sobre a abertura da reclamação e que, por isso, não vai se manifestar.
A abertura de investigação sobre Lula foi determinada no início do mês por Valtan Furtado quando este substituía a procuradora titular do caso, Mirella de Carvalho Aguiar, que estava de férias.
A defesa de Lula alegou que Valtan Furtado violou os direitos funcionais ao “interferir na apuração preliminar” da procuradora, que não tinha determinado a abertura da investigação, porque aguardava informações dos advogados do ex-presidente. Por causa disso, os advogados entraram com reclamação disciplinar contra o procurador.
De acordo com a Procuradoria da República, uma norma interna prevê a substituição do titular em caso de férias e, além disso, Furtado entendeu que novas diligências eram necessárias para a investigação.
Segundo o procedimento investigatório criminal aberto no último dia 8, o ex-presidente “teria obtido vantagens econômicas da empreiteira Odebrecht, a pretexto de influir em atos praticados por agentes públicos estrangeiros, notadamente dos governos da República Dominicana e de Cuba, neste caso, em relação a obras financiadas pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social e por agentes públicos federais brasileiros”.
Furtado solicitou cópia de documentos da Operação Lava Jato que façam referência a obras executadas fora do Brasil financiadas com recursos diretos ou indiretos do banco de desenvolvimento ou que tenham relação com Lula. O procurador pede ainda aos investigadores da Lava Jato cópia de dados bancários relativos a possíveis depósitos feitos pelas empreiteiras investigadas na conta do ex-presidente, do Instituto Lula ou da empresa LILS Palestras e Eventos e Publicidade.

Como transformar uma boa relação diplomática em corrupção

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Ao traduzir os relatórios do WikiLeaks, em que a Odebrecht e o ex-presidente Lula são citados, é possível constatar o real teor das informações
 
 
Jornal GGN - Desde que a investigação de seu envolvimento com o esquema de corrupção da Petrobras teve início, a Odebrecht passou a ser alvo das buscas de outros países onde a empresa tem capital. Nos Estados Unidos, a empreiteira chegou a ser monitorada pela diplomacia, em 2007, 2008 e 2009, quando foram apontadas suspeitas de irregularidades em obras da empreiteira no exterior. 
 
A informação foi divulgada pelo Estado de S. Paulo. De quatro casos usados de relatórios do WikiLeaks como exemplos, em apenas um aparece que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi importante para fechar acordo entre uma empresa angolana e a Odebrecht. Em outro, Lula é mencionado por ter apoiado a campanha de reeleição de Hugo Chavez, em evento de inauguração de obra da companhia na Venezuela. Sem alertar para as especificações, o lead da reportagem relaciona diretamente os possíveis esquemas de corrupção da companhia com uma suposta investida de Lula nas irregularidades.
 
"Telegramas confidenciais do Departamento de Estado norte-americano revelados pelo grupo WikiLeaks relatam ações da empresa brasileira e suas relações com governantes estrangeiros. Lula é citado em iniciativas para defender os interesses da Odebrecht no exterior", publica o jornal.
 
Ao abrir o documento intitulado "A Productive Visit By Lula", que em português significa "Uma visita produtiva de Lula", é possível constatar o real teor das informações referentes à Angola.
 
Trata-se de um relatório da visita do ex-presidente ao país, nos dias 17 e 18 de outubro de 2007. O encontro resultou em sete acordos de assistência técnica, a duplicação para US$ 2,3 bilhões da linha de crédito do Brasil para a Angola e o anúncio de um acordo de negociação para construir uma usina de etanol com a produção de cana. "O ex-presidente aproveitou a visita para agradecer a Angola pelo apoio contínuo nos esforços do Brasil para obter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU", publicou o resumo do documento do WikiLeaks.
 
"Na frente da diplomacia, os dois países acordaram sobre discussões regulares e formais de questões bilaterais e reforço da cooperação entre as duas academias diplomáticas", completa o documento.
 
No trecho do artigo que cita "biocombustíveis e geração alternativa" está o que o Estadão considerou uma participação de Lula nas irregularidades da Odebrecht. "Apesar de não ser um acordo de governo-governo, a visita de [Lula] Silva ajudou a concluir um acordo entre a brasileira gigante da construção Odebrecht, a estatal petrolífera angolana Sonangal, e Damer, uma empresa angolana até então desconhecida, a construir uma usina de biocombustível na província de Malange. Os planos incluem a construção de uma usina capaz de produzir não apenas etanol para exportação, mas a geração de 140 megawatts de eletricidade por ano através da queima do bagaço. O bagaço e o etanol serão produzidos a partir da cana, uma nova cultura para a região. O projeto deverá gerar 2.000 novos empregos", é a citação.
 
 
O próprio jornal admite: "o papel de Lula não é colocado em questão" e afirma que a suspeita levantada pela diplomacia dos Estados Unidos refere-se, estritamente, à "parceria fechada pela Odebrecht", que resultou em 40% de participação para a construtora brasileira, 20% para a Sonangol e os restantes 40% para a Damer. Nada mais é levantado.
 
Por fim, no comentário adicionado pelo redator do relatório, Francisco Fernandez, aponta-se os benefícios para os dois países das relações comerciais entre Brasil e Angola. "A Angola vê o Brasil como um parceiro natural, e muitos dos principais homens de negócios de Angola, incluindo membros do clã do Santos [presidente angolano], supostamente têm interesses comerciais substanciais no Brasil. As grandes construtoras brasileiras também estão se beneficiado do crescimento da construção na Angola. Devido à sua história compartilhada e a linguagem comum, a vontade desses laços comerciais só tendem a se aprofundar. Os brasileiros também enxergam investimento na infra-estrutura angolana, especialmente para vinculá-la para o resto da SADC, como um sábio investimento e uma entrada potencial para eles e para o resto do mercado da África do Sul", diz o comentário.
 
 
segundo documento em que Lula é citado é o apoio do ex-presidente à candidatura à reeleição de Hugo Chavez. O que teria "condenado" o ex-presidente, segundo o tratamento do jornal, é que a campanha pública ocorreu em evento de inauguração de uma ponte, construída pela Odebrecht e financiada pelo BNDES, na Venezuela.
 
No comentário, a embaixada americana comenta sobre as relações comerciais entre os dois países e restringe-se a dizer que o apoio de Lula a Chavez "poderia parecer um passo diplomático errado, mas realmente foi simplesmente um bom negócio". 
 
 
O que é questionado como suspeito no relatório é o valor da referida obra, que teria um custo 40% acima do orçamento. Também são apontadas irregularidades nos contratos, de que construções da Odebrecht no país latino ocorreram sem licitação.
 
"A relação entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a empreiteira Odebrecht e o governo da Venezuela também foi alvo de um exame por parte da diplomacia norte-americana", assim o Estadão tratou o caso à suposta interferência do ex-presidente nas irregularidades. Para estender o ato ilegal ao legal, o jornal integra as duas ações - a negociação diplomática de Lula em obras de empresas brasileiras no exterior, com o suposto superfaturamento da Odebrecht nas construções -, como se uma fosse dependente da outra. 

A capacidade da economia de brigar com os fatos

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A formação acadêmica, o conhecimento teórico é uma ferramenta que só tem utilidade se empregados para entender os fenômenos analisados.
Em geral, há uma enorme dificuldade do economista ideológico em submeter a teoria ao crivo do senhor fato. Mesmo que os fatos não se comportem conforme previsto na teoria, os economistas de menor visão apegam-se à teoria julgando que em algum ponto qualquer do futuro a verdade aparecerá e a teoria se imporá sobre os fatos rebeldes.
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É o que está por trás da fé cega do Banco Central no uso desmedido da Selic contra a inflação, e do Ministério da Fazenda em insistir em um ajuste recessivo que está promovendo uma queda do nível de atividade e da arrecadação mais que proporcional ao ajuste fiscal pretendido.
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A ideia é que quanto mais rápido o ajuste (isto é, quanto mais agressivas as medidas tomadas), mais rapidamente a inflação convergirá para o centro da meta, mais rapidamente os empresários acreditarão na higidez fiscal e voltarão a investir.
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O Ministro Guido Mantega se perdeu devido à fé cega no poder da fé e da palavra. A cada frustração do PIB armava uma coletiva na qual anunciava mais incentivos fiscais e garantia que dali para frente a economia iria crescer.
Esse mesmo procedimento está sendo adotado pelo Ministro Joaquim Levy. As previsões de queda do PIB já batem em 2%, a receita cai em nível muito mais agudo. Ninguém no mercado espera a manutenção das metas de superávit fiscal. Os formadores de opinião se dariam por satisfeitos em perceber uma trajetória segura – realista e sem fantasias – rumo ao equilíbrio da relação divida/PIB em um ponto qualquer do futuro.
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A maneira como o BC está aplicando o sistema de metas inflacionarias futuramente será um caso a ser estudado nas boas escolas de economia internacionais.
Tem-se hoje em dia uma economia exangue. Desde fins do ano passado, havia sinais nítidos de trajetória descendente. No último trimestre, uma queda brutal da arrecadação já demonstrava a inversão do ciclo.
Os grandes estrategistas econômicos, ao lado do conhecimento teórico, acumulam experiência prática e capacidade de, a partir dos dados e do clima econômico, intuir a trajetória da economia. Não importa o nível em que ela está hoje, mas o nível em que poderá estar daqui a alguns meses, mantidas as mesmas condições de temperatura.
É por isso que cada Banco Central norte-americano, além das séries estatísticas, mantém contato permanente com as principais empresas do setor real da economia, para captar as tendências. Não se trata se ciência exata, mas da capacidade de intuir o todo, somando o conhecimento estatístico e a sensibilidade para o mundo real.
Por aqui, aplica-se uma tecnicalidade de quinta categoria. Só depois que a vítima está estrebuchando na calçada e que se consegue avaliar o tamanho do tombo.
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Daqui a um ano se terá uma economia mais pobre, uma relação dívida/PIB maior (por conta dos juros), nenhum investimento por conta da capacidade ociosa da economia e da taxa de retorno dos títulos públicos.
Daí, quando parar de cair, haverá uma comemoração pela recuperação, sem se avaliar o quanto se deixou de ganhar no período.

sábado, 25 de julho de 2015

Modelo alemão para proteger emprego vai funcionar no Brasil?

http://www.cartacapital.com.br/economia/modelo-alemao-para-proteger-emprego-vai-funcionar-no-brasil-2606.html

por Deutsche Welle publicado 25/07/2015 09h07

Programa de Proteção ao Emprego (PPE) foi inspirado no "Kurzarbeit", usado em larga escala após a crise de 2009
David Alves / Palácio Piratini
Emprego - indústria
O emprego na indústria segue em baixa
Lançado no início deste mês pelo governo brasileiro como uma ferramenta para diminuir os efeitos da desaceleração econômica no mercado de trabalho, o Programa de Proteção ao Emprego (PPE) tem como inspiração uma medida que foi amplamente usada na Alemanha após a crise de 2009.
Chamado de Kurzarbeit (trabalho curto, em alemão), o programa é apontado por especialistas como uma das ferramentas responsáveis por frear drasticamente o aumento do desemprego na Alemanha nos meses posteriores ao estouro da crise, expandindo os incentivos para que os patrões não demitissem sua mão-de-obra. Esse modelo ainda é usado em alguns setores industriais que continuam afetados por outros fatores, como as sanções econômicas contra a Rússia.
Durante o pico da crise em 2009, o esquema atendeu cerca de 1,5 milhão de trabalhadores alemães e ajudou a preservar até 400 mil empregos, segundo um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). À época, esse número segurou a taxa de desemprego em até 1%. Em junho deste ano, 18 mil trabalhadores alemães estavam trabalhando sob esse regime.
Nesse sistema, patrões e empregados acertam uma redução das horas de trabalho. O salário cai na mesma proporção, mas uma boa parte da diferença perdida (até 67% dependendo do caso) e várias contribuições passam a ser pagas diretamente pelo governo. A duração é variável, e costuma ser alterada dependendo das circunstâncias. Atualmente, as empresas alemãs podem adotar o esquema por 12 meses, mas no auge da crise, a medida chegou a ser aplicada por até dois anos.
Num exemplo livre, empregados de uma firma que experimenta uma queda na produção podem sofrer uma redução de 50% na jornada de trabalho. O salário, é claro, vai diminuir na mesma proporção, mas o governo vai ajudar a cobrir parte da diferença. Alguém que ganhe 2 mil euros pode passar a ganhar cerca de 1.700 euros e só vai trabalhar metade do tempo. Já os patrões se comprometem a não demitir ninguém no período de baixa.
Kurzarbeit é antigo na Alemanha. Ele fez a sua primeira aparição antes da Segunda Guerra Mundial. Logo após a queda do Muro de Berlim e a Reunificação, a decadência da economia na porção leste do país levou a uma expansão sem precedentes do sistema. Em 1991, cerca de 1,6 milhão de trabalhadores foram incluídos no esquema, a maioria no leste.
Os defensores do esquema afirmam que, apesar de representar um gasto a mais para o governo, o Kurzarbeit ajuda a desonerar os cofres públicos, já que é mais barato pagar complementos salariais do que o total de uma parcela inteira de seguro-desemprego. Além disso, os patrões e os empregados continuam a contribuir para a previdência.
Num país como a Alemanha, que tem uma indústria superespecializada, também existe a vantagem para a empresa de manter, mesmo que parcialmente, sua mão de obra já treinada, evitando gastos extras com novos empregados quando a atividade voltar ao normal. Durante as horas paradas, o empregado realiza cursos de capacitação.
Durante a apresentação da versão brasileira, a presidente Dilma Rousseff apontou que seu governo buscou inspiração direta no modelo alemão. Apesar disso, os números brasileiros são bem menos ambiciosos dos que observados na Alemanha nos últimos anos.
De acordo com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, o PPE vai incluir 50 mil trabalhadores até 2016 e vai custar cerca de 94,8 milhões de reais ao Fundo de Amparo do Trabalhador. É apenas uma fração do que foi observado na Alemanha. Somente em 2009, o governo alemão gastou cerca de 6 bilhões de euros (21,7 bilhões de reais) no programa.
Além disso, o PPE brasileiro prevê uma redução máxima de 30% da jornada de trabalho durante 12 meses. E o governo só vai complementar até 900 reais dos salários perdidos. Na Alemanha, não há limite para o corte de horas, e o trabalhador pode até ficar sem trabalhar.
Embora a indústria tenha se servido mais do Kurzarbeit na Alemanha, não há nenhuma regra que limite em que tipo de atividade ele pode ser posto em prática. Até mesmo empresas de design gráfico fizeram uso do esquema em 2009. No Brasil, também não há nenhuma restrição, mas o governo elegeu setores prioritários, como o automotivo, sucroalcoleeiro e frigorífico, entre outros.
Para especialistas, é enganoso pensar que o "modelo alemão" pode ser facilmente importado para um país como o Brasil, já que o sucesso do programa no país europeu dependeu de outros fatores.
Além disso, na Alemanha, ele foi combinado com outros programas para frear demissões, como o uso extensivo de um esquema de banco de horas em que o operário trabalha mais em épocas de bonança sem receber imediatamente a mais, mas depois não tem o salário reduzido em épocas de produção em baixa, quando a carga é reduzida. O Kurzarbeit por si só não é capaz de fazer milagres.
"Não há dúvida de que políticas governamentais como o Kurzarbeit e o banco de horas ajudaram as firmas alemãs a atravessar a tempestade de 2008 e 2009. Mas pode ser que ele só tenha sido efetivo porque várias reformas trabalhistas já haviam sido colocadas em prática antes da recessão e porque o declínio na demanda só foi sentido por um curto período de tempo", afirma Hermann Gartner, pesquisador do Instituto de Pesquisa Trabalhista (IAB), em Nurembergue, que fez um estudo sobre a viabilidade da aplicação do Kurzarbeit e de outras políticas nos EUA. "É enganoso ou pelo menos prematuro afirmar que proteções semelhantes funcionariam bem num país como os EUA, por exemplo."
O IAB, uma organização ligada à Agência Federal do Trabalho da Alemanha (BA), apontou em vários estudos as vantagens do Kurzarbeit, mas também sinalizou um possível efeito perverso do sistema, como ajudar a manter artificialmente o funcionamento de empresas que não são competitivas, mantendo a mão de obra presa em setores que estão em declínio, atrasando a realocação profissional.
Claudio Salvadori Dedecca, professor do Instituto de Economia da Unicamp e ex-presidente da Associação Brasileira de Estudos do Trabalho, afirma que o Kurzarbeit brasileiro pode não render os frutos esperados. Segundo ele, isso deve acontecer, sobretudo, porque no caso alemão, a expansão do programa veio acompanhada de uma sensação de que a crise seria passageira e porque o governo aplicou pacotes de estímulo para assegurar que isso acontecesse mais rapidamente.
“É uma ideia boa, mas no Brasil ela chega como uma iniciativa atabalhoada, sem uma estruturação. De nada adianta proteger o emprego agora sem uma iniciativa de recuperação econômica", afirma.
Nesta quarta-feira 22, o governo finalmente anunciou as regras do PPE. As empresas que quiserem participar vão ter que, entre outras coisas, comprovar, por exemplo, dificuldade econômico-financeira e apresentar um indicador Líquido de Empregos (ILE) igual ou inferior a 1%.
Para o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e especialista em direito do trabalho Luiz Guilherme Migliora, as regras impostas pelo governo vão dificultar a adesão ao programa.
"A execução está muito tecnocrata e vai criar um inferno burocrático. Talvez a adesão nem chegue a esses poucos 50 mil por causa dos entraves", diz. "A impressão que deu é que se criou só um fato político com o anúncio, sem um acompanhamento econômico. Se não der certo, o governo pode falar que criou o programa e que foram as empresas que não aderiram."
Migliora também concorda que ainda que a execução do programa venha a ser simplificada, ele será inócuo sem uma perspectiva de recuperação econômica. "Nenhuma empresa vai achar vantajoso vencer essa burocracia para guardar seus empregados se não houver uma perspectiva de que as coisas vão estar melhores no fim do prazo de 12 meses", diz.

Investimento direto no país avança US$ 5,4 bi em junho

Comentário do Vlad: essa é uma boa notícia se consideramos que queremos ser colônia para o resto da vida. Essa entrada de capital serve para financiar o deficit em transações correntes. O grosso desse dinheiro que entrou é apenas troca de mãos de ações. Não é investimento produtivo. Vai gerar mais necessidade de financiamento no futuro próximo, pois essas ações compradas hoje vão gerar lucros que retornarão à metrópole. Além disso, esse capital que entrou fácil, pode sair de uma vez a qualquer hora.

O certo é o Brasil esquecer a maluquice com juros e tratar os problemas estruturais, pricipalmente financiamento produtivo em reais.

Nada contra capital estrangeiros, desde que seja produtivo e em áreas que o Brasil não tem know-how.

http://jornalggn.com.br/noticia/investimento-direto-no-pais-avanca-us-54-bi-em-junho


Jornal GGN - O volume de investimentos diretos no país subiram US$ 5,4 bilhões ao longo do mês de junho, sendo US$ 4,7 bilhões em participação no capital - inclusos US$ 814 milhões decorrentes de reinvestimento de lucros, e US$ 725 milhões em operações intercompanhias, segundo levantamento elaborado pelo Banco Central. Ao longo de doze meses, os ingressos líquidos dos investimentos diretos no país somaram US$ 81,9 bilhões, equivalentes a 3,84% do PIB (Produto Interno Bruto).
Ao longo do período, os investimentos em carteira passivos apresentaram remessas líquidas de US$ 107 milhões, compostos por ingressos líquidos de US$ 1 bilhão em ações, saídas líquidas de US$ 235 milhões em fundos de investimento, e de US$ 898 milhões em títulos de renda fixa. Os investimentos em títulos de renda fixa negociados no país somaram remessas líquidas de US$242 milhões. As operações com títulos soberanos negociados no exterior totalizaram amortizações de US$21 milhões. Os demais títulos de renda fixa de longo prazo negociados no exterior registraram amortizações líquidas no valor de US$ 722 milhões, enquanto os de curto prazo registraram ingressos líquidos de US$ 87 milhões.
Os investimentos diretos no exterior somaram remessas líquidas de US$ 1,5 bilhão, compreendendo US$1,9 bilhão em participação no capital, incluídos US$ 289 milhões decorrentes do reinvestimento de lucros, e retornos de US$ 415 milhões, proveniente de operações intercompanhias.
Os outros investimentos ativos registraram um acréscimo de US$ 1,7 bilhão, compreendendo expansão de US$ 1,5 bilhão em depósitos de propriedade de empresas não financeiras, e redução de US$ 3,6 bilhões em depósitos mantidos por bancos brasileiros no exterior. Os créditos comerciais e adiantamentos subiram US$ 3,7 bilhões em junho.
Os outros investimentos passivos registraram ingressos líquidos de US$ 1,3 bilhão. De acordo com o BC, o total de ingressos líquidos decorrentes de créditos comerciais e adiantamentos foi de US$1,4 bilhão, concentrados em operações de curto prazo. Os empréstimos totalizaram amortizações líquidas de US$ 108 milhões.

Lewandowski quer que pedidos de vistas tenham prazos

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Jornal GGN - Em resposta às tratativas do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, em pedidos de vista para paralisar processos que estão em tramitação e suas recém críticas ao presidente da Corte, Ricardo Lewandowski pretende estabelecer prazo máximo para a devolução de pedidos de vista.
 
Lewandowski prometeu discutir ainda neste semestre a proposta que determina até duas sessões para que ministros do STF e magistrados dos tribunais devolvam os processos nos quais pediram vista, a extensão do prazo para analisar o caso.
 
Também conhecido por manter paralisados com a vista processos de seu interesse, recentemente, Gilmar Mendes criticou Lewandowski, que também preside o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), afirmando que o conselho tem se tornado uma instituição "presidencialista", com "falta de aproveitamento potencial institucional", envolvendo-se em questões "corporativas" relativas a salário e auxílio-moradia. 
 
A proposta do presidente do STF incide que se o processo não for devolvido em duas sessões, ele volta a ser julgado, mesmo sem análise do ministro que solicitou o pedido de vista. A medida tem como base uma solicitação do presidente nacional Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Furtado Coêlho, para regular as vista, com o objetivo de dar "maior celeridade" aos julgamentos. Gilmar Mendes segurou por mais de um ano a ação sobre financiamento privado de campanhas políticas, uma proposta que teve origem na OAB. 
 
Atualmente, não há nenhum tipo de regulação para devolver o processo que está sob vista de ministros e magistrados. Lewandowski acredita que a mudança pode trazer "maior transparência 'a ação dos tribunais".